Meio Ambiente
Palestra aborda conservação de recursos genéticos na aquicultura
Ecossistema aquático
A função da conservação dos recursos para o futuro das espécies aquáticas foi o tema de palestra proferida no 3º Congresso Brasileiro de Recursos Genéticos, em Santos (SP).
O professor da Universidade de Mogi das Cruzes (SP) Alexandre Wagner Silva Hilsdor lembrou que o peixe ainda não se tornou, no Brasil, uma commoditie importante, e que a produção de pescado no Brasil está muito abaixo de países como o Chile, a Noruega e o Japão, mesmo possuindo um litoral muito superior em tamanho.
Para efeitos comparativos, dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que, enquanto a China, primeira do ranking, produziu cerca de 60 mil toneladas em 2002 de frutos do mar (incluindo pesca e fazenda), o Brasil produziu somente 1.260 toneladas no mesmo período.
"No caso da pesca, a gente ainda vive como os nossos ancestrais, pois esta ainda se baseia na coleta ou captura direta no mar de populações selvagens. A questão é saber o quanto essas populações podem se recuperar para manter esse tipo de pesca sustentável", afirmou
Alexandre Hilsdorf citou também as principais espécies de água doce produzidas em cativeiro no Brasil. Em primeiro lugar, estão as tilápias, com 40% do total produzido; em seguida vem as carpas, com 24%, os chamados híbridos, com 7% e as trutas com 1% da produção. As demais espécies nativas somaram 28%.
"Ainda estamos na infância do melhoramento genético de peixes, o que temos de mais forte, no momento, é o melhoramento em salmão e tilápia", afirmou.
De acordo com o pesquisador, apesar dos números da aquicultura e pesca no Brasil não serem muito animadores, ainda há muita variabilidade em peixes para ser explorada, bem como animais com muito potencial para ganho genético e seleção. "O aumento da produtividade nesse setor pode aliviar a pobreza dos países em desenvolvimento", afirmou.
Entre os grandes objetivos do melhoramento genético da aquicultura brasileira, Alexandre citou ainda a melhoria da eficiência na produção, o cultivo de pescado com potencial competitivo para exportação e com menos impactos.
Fonte:
Embrapa
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