Meio Ambiente
Seminário apresenta potencial de gestão da Floresta Nacional do Tapajós
Pesquisa ambiental
Termina nesta sexta-feira (21) o "2º Seminário de Pesquisa Científica da Floresta Nacional do Tapajós (PA)". O evento faz parte das comemorações dos 40 anos da Unidade de Conservação (UC) e está sendo realizado no auditório da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém (PA).
Cerca de 300 pessoas participam do seminário, que tem o objetivo de promover o debate entre instituições governamentais, pesquisadores, gestores de áreas protegidas, estudantes e populações tradicionais a partir da divulgação de trabalhos científicos desenvolvidos na Floresta Tapajós, unidade de conservação de uso sustentável.
"A Floresta Nacional do Tapajós tem dado a maior contribuição para a gestão de florestas públicas do País pela forma como faz a relação floresta-comunidade e é uma referência para a Amazônia. Quanto mais uso, com bases científicas seguras, maior é a probabilidade de sustentabilidade de uma UC. A Floresta vem demonstrando isso", destaca a Reitora da Ufopa, Raimunda Monteiro.
"O encontro é uma grande oportunidade para dialogar com os parceiros. A ideia é plantar uma sementinha na cabeça dos pesquisadores para que eles façam pesquisas que nos ajudem na gestão da UC", explica Fábio Carvalho, chefe da Floresta Nacional de Tapajós. A UC é a mais pesquisada da Amazônia e a segunda mais pesquisada do Brasil.
As mais de 100 pesquisas realizadas a cada ano são definidas pelos gestores da UC com os pesquisadores das instituições parceiras, como a Ufopa, e contribuem para a melhoria dos processos de gestão nas áreas de fiscalização, turismo e uso sustentável.
Resultados práticos
Um dos exemplos é a produção de borracha trabalhada. A técnica foi desenvolvida em uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) e é aplicada pelos próprios extrativistas dentro da Floresta. "A borracha bruta é vendida por R$ 4,00 o quilo. Com a aplicação de coloração e de texturas diferentes, o preço sobe para mais de R$ 20,00 por quilo", destaca Carvalho.
A estudante de engenharia florestal da Ufopa, Lena Oliveira, é estagiária do ICMBio. Ela participa de pesquisas com a árvore tauari, uma das espécies mais exploradas na Floresta Nacional de Tapajós. "A gente analisa dados de tamanho e de estrutura e essa pesquisa ajuda a planejar o manejo da espécie", explica a estudante. Para o futuro, ela planeja: "Quero me especializar em ciências florestais e fazer concurso para o ICMBio".
As atividades econômicas sustentáveis são realizadas em 0,3% da área total da Floresta Nacional de Tapajós e devem gerar renda de mais de R$ 10 milhões em 2014.
"Toda essa renda fica para a cooperativa formada por populações tradicionais, que vivem na região há mais de 300 anos, e utilizam esses recursos para a melhoria da qualidade de vida deles", conclui Carvalho. Os recursos são aplicados em fundos de renda e de saúde da comunidade e em obras de infraestrutura na região, como construção de pontes e manutenção de estradas.
Programação
Além dos debates, também fazem parte da programação mesas redondas, palestras, apresentações de pesquisas e concurso de fotografia. Confira a programação completa
Sobre a Floresta Nacional do Tapajós
A Floresta Nacional do Tapajós fica na Amazônia, às margens do Rio Tapajós, no município de Santarém, no oeste do Pará. Criada em 1974, possui 527 mil hectares e apresenta grande diversidade de paisagens. Com uma cobertura florestal bem preservada, a Unidade de Conservação recebe cerca de 30 mil vistantes por ano e é uma das mais visitadas na região norte do Brasil.
Fonte:
Instituto Chico Mendes
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