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Meio Ambiente

COP 20: Países da Amazônia se unem pelo clima

Cooperação Internacional

Ministra Izabella Teixeira defende a responsabilidade diferenciada no corte de emissões de gases de efeito estufa perante a comunidade internacional
publicado: 11/12/2014 10h55 última modificação: 11/12/2014 10h55

O Brasíl irá investir na cooperação com as demais nações que compõem a Floresta Amazônica para conter os avanços do efeito estufa. O posicionamento foi defendido pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, nesta quarta-feira (10), em evento paralelo realizado pelo Brasil na 20ª Conferência das Partes (COP 20) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Lima, capital do Peru. 

Em parceria com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), o debate "Monitoramento da Floresta Amazônica: um trabalho regional baseado na experiência brasileira" contou com a participação de representantes de outros órgãos do governo federal e de países como Bolívia, Equador e Suriname. 

De acordo com a ministra Izabella, a intenção é compartilhar medidas executadas em território nacional como o Sistema Eletrônico do Cadastro Ambiental Rural (CAR), usado, no Brasil, para regularizar imóveis rurais conforme a nova Lei Florestal. “À medida em que for ganhando robustez, o CAR será distribuído para os países da OTCA”, declarou. 

Em outubro de 2013, o governo federal firmou acordo com a OTCA para compartilhar as técnicas brasileiras de combate ao desmatamento. A parceria soma o investimento de R$ 23 milhões, vindos do Fundo Amazônia e operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). 

Entre as ações previstas estão a implantação de sistemas de monitoramento por satélite, a instalação de salas de observação e pesquisa e a realização de treinamentos para acompanhamento das imagens da cobertura florestal.

Desafio 

A cooperação já permite uma série de medidas nas nações da OTCA, formada por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. “Há uma ação institucional constante compartilhada com os países da Amazônia para assegurar caminhos estruturantes para as políticas em curso”, destacou a ministra. “O desafio, agora, é aprimorar as ações e avançar na agenda de clima.” 

As particularidades de cada região, no entanto, têm de ser consideradas. “Os países andinos estão entrelaçados com os demais na questão da Amazônia”, observou o vice-ministro do Meio Ambiente do Peru, Gabriel Quijandria. “Mas, em cada nação, existem situações diferentes em pontos como a economia, o desenvolvimento social e até mesmo as características da Floresta”, ponderou. 

O secretário-geral da OTCA, embaixador Robby Dewnarain Ramlakhan, ressaltou os efeitos positivos do trabalho conjunto da Organização. “É um exemplo típico da Cooperação Sul-Sul que traz benefícios não só para o meio ambiente, mas também para as populações da Floresta Amazônica, para os governos e para as futuras gerações”, avaliou. 

Responsabilidade compartilhada

A ministra do Meio Ambiente reiterou, em discurso realizado na plenária da COP 20 (leia a íntegra do recurso em formato PDF), a importância de metas específicas para os países desenvolvidos e para os em desenvolvimento e destacou, ainda, os resultados brasileiros na redução do desmatamento da Amazônia.

"A diferenciação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento é absolutamente essencial para garantir o nível de ambição global necessário para manter o aumento de temperatura abaixo do limiar acordado (...). Devemos garantir que os compromissos anteriores estejam protegidos, e que os países desenvolvidos tomem a dianteira nos esforços globais contra a mudança climática, ao mesmo tempo em que permitem aos países em desenvolvimento assumir gradualmente mais obrigações, de acordo com suas circunstâncias de desenvolvimento", afirmou Izabella.

A ministra do Meio Ambiente defendeu a responsabilidade diferenciada no corte de emissões de gases de efeito estufa perante a comunidade internacional.

"A abordagem de 'diferenciação concêntrica' proposta pelo Brasil tem o intuito de garantir participação universal e promover um esforço global contínuo e permanente para aumentar a ambição e manter a temperatura média global 2°C menor, ao mesmo tempo respeitando os princípios, disposições e conquistas da Convenção", disse.

 Fonte:

Ministério do Meio Ambiente

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