Meio Ambiente
Deter estima desmatamento por corte raso em 856 km²
Crimes Ambientais
Nos meses de agosto, setembro e outubro de 2014, as áreas de alerta para desmatamento por corte raso e por degradação florestal somaram 1.924 quilômetros quadrados (km²), conforme registro do Deter, o sistema de detecção em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) baseado em satélites de resolução espacial moderada. A operação do Deter é voltada a orientar a fiscalização em campo para coibir o desmatamento ilegal.
Com base nas proporções de áreas de corte raso, de degradação florestal e de falsos positivos medidas nas avaliações dos dados do Deter contra imagens de resolução espacial mais fina (30 metros) neste trimestre, estima-se uma área de 856 km2 de desmatamento por corte raso e 991 km2 de áreas com evidências de degradação florestal, além de 78 km2 de falsos positivos.
Em agosto foram estimados 890 km2 de alertas. Em setembro, a estimativa atingiu 736 km2, enquanto em outubro foi de 298 km2.
Acesse o detalhamento das ocorrências, a divisão por estado e o histórico dos relatórios.
Novo cronograma de divulgação
O Ibama pediu ao Inpe que o cronograma de divulgação dos relatórios fosse alterado porque a divulgação dos mapas do Deter porque, mesmo com um mês de atraso, ela está dificultando a instrução de inquéritos sobre atividades ilícitas de desmatamento que requerem tempo maior que um mês para serem concluídos, segundo o órgão ambiental.
As divulgações públicas vinham sido feitas mensalmente de maio a outubro e bimensalmente de novembro a abril, sempre com um mês de atraso após o período de observação para que o Ibama possa ter a discrição de uso exclusivo destes dados e obter uma vantagem estratégica em suas atividades de fiscalização de desmatamento ilegal na Amazônia.
O Ibama aponta que os dados estavam sendo usados pelos agentes que realizam os desmatamentos ilegais para se prevenir contra os inquéritos, inclusive pondo em risco a integridade física de seus fiscais.
Diante dessa demanda, os dois institutos firmaram em novembro um acordo de cooperação técnica que prevê um novo cronograma de divulgação, de agora em diante trimestral e com a divulgação dos dados em duas etapas. Ao fim do mês seguinte de cada trimestre estabelecido as estatísticas de alertas serão divulgadas discriminadas mês a mês junto com mapas de intensidade de desmatamento agregados em uma grade regular de 50 quilômetros (km) X 50 km e em unidades censitárias.
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