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Meio Ambiente

ICMBio participa do Congresso Mundial de Parques

Biodiversidade

Especialistas do mundo inteiro se reuniram para discutir sobre a situação das áreas protegidas
publicado: 09/12/2014 15h21 última modificação: 09/12/2014 15h21

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) participou do Congresso Mundial de Parques, realizado em Sydney, Austrália, entre 12 e 19 de novembro. O evento ocorre a cada dez anos e reúne especialistas de todo o mundo para discutir a situação das áreas protegidas ao redor do planeta, além de definir uma agenda voltada para a conservação dessas regiões na próxima década. 

Promovido desde 1962 pela União Internacional pela Conservação da Natureza (UICN), o Congresso Mundial de Parques é o único fórum global dedicado às áreas protegidas, como parques nacionais, reservas extrativistas e terras indígenas. Este ano, cerca de 170 países enviaram representantes ao evento, que reuniu mais de 6 mil participantes. 

Tendo em vista que, em um mundo com população de 7 bilhões de pessoas, é cada vez mais necessária a inserção do ser humano na gestão e no dia a dia das áreas protegidas, o Congresso optou pelo tema "Parques, pessoas e planeta, inspirando soluções" como fio condutor do debate em 2014. Durante o evento, muitas apresentações destacaram a importância da conservação da natureza enquanto estratégia de valorização e desenvolvimento local, promovendo o envolvimento da sociedade e o sentido de pertencimento. 

"Ficou evidente que casos bem sucedidos de conservação são aqueles que envolvem parcerias dos mais diversos tipos, sejam elas de gestão territorial integrada, gestão compartilhada, co-gestão com comunidades locais, programas de voluntariado, articulações com o setor privado, universidades, ONGs, dentre outros", avaliou a assessora da Diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial em Unidades de Conservação (Disat/ICMBio), Tatiana Rehder, que integrou o grupo do ICMBio presente no Congresso. 

Experiência brasileira 

De acordo com os servidores do Instituto Chico Mendes que compareceram ao evento, a dimensão do sistema brasileiro de áreas protegidas e a imensa diversidade de nossos ecossistemas geram uma expectativa mundial em relação à participação do Brasil no fórum. 

Segundo eles, a experiência brasileira encontra-se avançada em vários aspectos que mereceram ser compartilhados: a extensão do sistema de áreas protegidas, a diversidade de categorias que potencializa uma gestão territorial mais complexa, o arcabouço legal, algumas experiências de financiamento e de gestão (como o Programa Áreas Protegidas da Amazônia – ARPA) e o investimento continuado em capacitação a partir da consolidação da Academia Nacional da Biodiversidade (Acadebio/ICMBio). 

"Por outro lado, ainda precisamos avançar nas estratégias de comunicação e divulgação das áreas protegidas, na utilização de novas tecnologias para auxiliar a gestão, a fiscalização e o monitoramento, bem como na efetivação da participação social no processo de gestão", diz um dos trechos da carta redigida pelos servidores do ICMBio com os resultados do Congresso. 

Em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), o ICMBio organizou ainda um evento paralelo, "side event", que contou com o apoio da Fundação Moore e da agência de cooperação alemã GIZ. O objetivo foi apresentar a iniciativa intitulada "Práticas Inovadoras", cuja finalidade é conhecer, registrar e compartilhar as práticas inovadoras desenvolvidas pelos gestores das Unidades de Conservação (Ucs) federais. 

A Promessa de Sydney 

As discussões e grupos de trabalho do Congresso Mundial de Parques resultaram em um documento final, denominado "A Promessa de Sydney", que define uma agenda com recomendações de diversos atores (ONGs, lideranças comunitárias e indígenas, setor privado, academia e governos). A ideia central do documento é que o desenvolvimento humano possa acontecer cada vez mais em harmonia com a conservação da natureza e dos modos de vida tradicionais. 

Entre outros compromissos, os países signatários prometem intensificar a proteção de paisagens, zonas úmidas e marinhas; apoiar áreas conservadas por povos indígenas, comunidades locais e entidades privadas; investir em soluções que ajudem a impedir a perda da biodiversidade; reduzir o risco e impacto dos desastres; melhorar a segurança alimentar e hídrica; responder à mudança climática e inspirar as pessoas para que experimentem a maravilha da natureza através de áreas protegidas. 

Além disso, os países também assumiram compromissos específicos para conservar seus ecossistemas. A anfitriã Austrália, por exemplo, se comprometeu a investir AU$ 14 milhões na defesa de espécies ameaças em parques nacionais e na área marinha, enquanto o Brasil prometeu proteger 5% de sua área costeiro-marinha e consolidar a proteção de 60 milhões de hectares da Amazônia até 2020.

Fonte:

Instituto Chico Mendes

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