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Meio Ambiente

ICMBio realiza inventário de primatas na Amazônia

Preservação

Objetivo da expedição é elaborar planos de manejo e avaliar a conservação das espécies
por Portal Brasil publicado: 04/12/2014 14h06 última modificação: 04/12/2014 14h07

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou uma expedição no Parque Nacional do Mapinguari (RO) e desenvolveu um inventário sobre primatas na região. A ação aconteceu entre 16 e 28 de novembro e foi realizada em parceria com o Projeto Primatas em Unidades de Conservação (UCs) da Amazônia (PUCA).

O objetivo foi levantar e integrar informações sobre primatas nas Unidades de Conservação da Amazônia para subsidiar a elaboração de planos de manejo, a avaliação do estado de conservação das espécies e os planos de ação nacional para táxons ameaçados.

"Devido ao potencial riqueza de espécies de primatas e por estar localizado no arco do desmatamento, este ano a Unidade selecionada para a realização da expedição foi o Parque Nacional Mapinguari", destacou Wilhan Rocha Cândido Assunção, chefe da UC.

 Em dez dias de campo foram amostradas três regiões do Parque, uma delas ao longo do rio Mucuim, um dos principais cursos d´água da Unidade de Conservação. Na ocasião, também foram feitos levantamentos em campo e realizadas entrevistas com algumas pessoas que vivem em comunidades próximas à Unidade.

 

A expedição registrou 12 espécies de primatas: guariba (Alouatta puruensis), macaco-da-noite (Aotus nigriceps), macaco-aranha (Ateles chamek), zog-zog (Callicebus dubius), mico-leãozinho (Cebuella pygmaeae niveiventris), cairara (Cebus unicolor), macaco-barrigudo (Lagothrix cana cana), parauacu (Pithecia irrorata), duas espécies de soim (Saguinus wedelli wedelli e (Saguinus labiatus), mico-de-cheiro (Saimiri sp) e o macaco-prego (Sapajus macrocephalus).

Dessas espécies, o macaco-aranha (Ateles chamek) e o macaco-barrigudo (Lagothrix cana cana) são considerados ameaçados de extinção, nas categorias Vulnerável (VU) e Em Perigo (EN), respectivamente, de acordo com a última avaliação de espécies ameaçadas. O parauacu (Pithecia irrorata) foi considerada uma espécie com Deficiência de Dados (DD), ou seja, com pouca informação existente para permitir avaliar o seu status de conservação.

"O inventário realizado ressalta a importância do Parque Nacional Mapinguari para a conservação da biodiversidade dos primatas amazônicos. Além de aumentar o conhecimento sobre as espécies de primatas existentes na unidade, as informações obtidas no inventário irão subsidiar o Plano de Manejo do Parque, que encontra-se em processo de elaboração", concluiu Assunção.

Sobre o PUCA

O PUCA é formado por uma rede de analistas ambientais do Centro de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB/ICMBio), do Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (Cepam/ICMBio) e das Unidades de Conservação que fazem parte do projeto, que contam com servidores com formação e experiência em primatologia.

Sobre o Parque Nacional Mapinguari

O Parque Nacional  Mapinguari foi criado em junho de 2008 e protege, principalmente, o bioma Amazônia. Possui 1.776.914 hectares e abrange os municípios de Lábrea e Canutama, no Amazonas, e Porto Velho, em Rondônia.

A heterogeneidade fitofisionômica é uma característica marcante do Parque, que apresenta desde Florestas de Terra Firme até fragmentos de Campos Naturais, favorecendo a alta diversidade de espécies e de primatas.

Fonte:

Instituto Chico Mendes

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