Meio Ambiente
Instituto Mamirauá desenvolve pesquisa sobre nutrientes no solo
Biodiversidade
Compreender a ecologia florestal de um determinado ambiente requer pensar sobre diversos aspectos. Em termos de flora, uma floresta precisa estar adequada e isso pode ser medido levando em conta quais plantas estão presentes, como suas sementes se dispersam e como se dá a sua manutenção.
Outro elemento que pode nos dizer sobre as condições de uma floresta é a serapilheira, que vem sendo estudada pelo Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá.
A serapilheira é o conjunto de folhas, frutos, galhos e sementes das árvores que caem ao chão, além de restos e dejetos de animais, formando uma cobertura no solo. A formação dela faz parte do processo de ciclagem de nutriente. Neste ciclo, o material que a árvore perde retorna por meio da decomposição, em forma de nutrientes.
De acordo com Fabiana Ferreira, pesquisadora do Instituto Mamirauá, o estudo procura entender o processo de ciclagem de nutrientes, medindo a produção da serapilheira e a sua decomposição. "Queremos entender se o volume produzido de folhas, frutos, galhos e sementes das árvores está retornando ao solo. Como na várzea o estresse hídrico é bastante intenso, queremos também fazer a comparação entre os períodos de seca e cheia", explicou.
Um total de 60 caixas de isopor, que funcionarão como coletores, serão deixadas em ambientes de várzea alta, várzea baixa e chavascal, todos localizados na Reserva Mamirauá. Os coletores, que flutuarão conforme o nível da água, possuem internamente uma rede onde a serapilheira ficará depositada. Durante um ano e meio, mensalmente, o material coletado será recolhido para análise.
"Queremos comparar quanto de serapilheira cada ambiente está produzindo, e a influência que a chuva e a inundação têm na produção deste material", disse a pesquisadora do Instituto Mamirauá, uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
A ação faz parte do projeto "Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central" –BioREC – desenvolvido pelo instituto com financiamento do Fundo Amazônia.
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