Meio Ambiente
Pesquisa analisa impacto das escolhas cotidianas na economia ribeirinha
Amazônia
A economia das comunidades ribeirinhas na várzea amazônica dialoga com dinâmicas de produção, consumo e a sazonalidade do nível dos rios. É o que analisa o Instituto Mamirauá por meio de uma pesquisa de observação participante.
Os núcleos familiares, que são unidades de produção e consumo, constroem aquelas dinâmicas a partir de suas escolhas estratégicas, analisando os riscos e as necessidades para manter o grupo, principalmente em atividades de pesca e de agricultura.
O pesquisador Alex Coelho, do Grupo de Pesquisa em Organização Social, explica que dados qualitativos foram coletados em 23 domicílios nas comunidades Araçari, Terra Nova, Monte Cristo, Batalha de Baixo e Bela Vista do Batalha, todas na Reserva Mamirauá.
"A maioria dos dados são de observação direta que eu fiz nas comunidades, por meio de entrevistas abertas, enquanto acompanhava suas atividades", conta.
A partir disso, ele buscou compreender como as famílias escolhem quais atividades econômicas vão desenvolver e com qual empenho.
"O trabalho que a família desempenha tem o objetivo de garantir a subsistência do grupo. Parte do que o grupo necessita vem da produção obtida em atividades de pesca e agricultura. A outra parte é composta de itens básicos como açúcar, café, sabão e de itens duráveis, os bens de patrimônio, como uma segunda casa na cidade, motor rabeta e TV", diz Coelho.
Costume local
Na economia dessas famílias, cuja orientação é camponesa, uma característica marcante é a diversidade de estratégias econômicas e de produção dos grupos, que são pautadas em escolhas subjetivas, norteadas por uma racionalidade econômica "ribeirinha", acrescenta o pesquisador.
Ele pontua que essas escolhas envolvem a avaliação de diferentes aspectos, cujos pesos podem variar, sempre objetivando diminuir os riscos à subsistência do grupo, e que não são uma resposta direta às demandas do mercado.
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