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Meio Ambiente

Probio II se encerra após nove anos

Biodiversidade

Instituições devem dar sequência às atividades e pesquisas com o objetivo de gerar e divulgar informações
por Portal Brasil publicado: 04/12/2014 12h21 última modificação: 04/12/2014 12h21

Parceiros de 12 instituições governamentais e entidades privadas participaram, nesta quarta-feira (3), do seminário de avaliação e de encerramento das atividades do Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade (Probio II).

Após nove anos, a fase II do Projeto, realizado com recurso do Banco Mundial e do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), no valor total de R$ 56,3 milhões (cerca de 22 milhões de dólares), conseguiu fortalecer o Ministério do Meio Ambiente (MMA), segundo avaliação dos especialistas.

Apesar de não ter continuidade, as instituições parceiras que atuaram no Probio II devem dar sequência às atividades e pesquisas geradas com o objetivo de gerar e divulgar informações e conhecimentos sobre biodiversidade. O resultado está na atualização das áreas prioritárias para a conservação, uso sustentável e repartição justa e equitativa dos benefícios da biodiversidade brasileira, conforme estrutura da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

Parcerias

Para a gerente de Conservação de Ecossistemas do MMA e coordenadora do Probio II, Daniela América de Oliveira, “todas as atividades desenvolvidas conseguiram fortalecer e promover a conservação da biodiversidade a partir das ações de vários parceiros que não participaram da primeira fase do Probio, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com as práticas da agroecologia e da agricultura orgânica”.

O coordenador de Agroecologia do Mapa, Rogério Dias, garante que a entrada nas ações do Probio II “permitiu a incorporação de consultores com experiência em áreas diferentes das nossas, com dedicação exclusiva em boas práticas de extrativismo, o que não teríamos condições de fazer”.

A pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Márcia Chame, integrada ao grupo desde o Probio I, iniciado em 1994, conta que os recursos do Projeto permitiram desenvolver uma série de pesquisas e levantamentos, como os informes sobre espécies exóticas invasoras e a criação do Centro de Informações em Saúde Silvestre. “Este Centro é todo virtual e aberto à colaboração de pesquisadores de todas as áreas e da sociedade, pois podem incluir informações sobre qualquer evento envolvendo animais e insetos”.

Segundo ela, com essas informações a Fiocruz pode se antecipar aos eventos e fazer previsões sobre doenças antes que elas atinjam as pessoas.

Sustentabilidade

Os recursos destinados ao Probio II forma geridos pela Caixa Econômica Federal (CEF), parceira que também modificou sua forma de enxergar as ações destinadas à conservação da biodiversidade. De acordo com a coordenadora da Área de Operações da CEF, Débora Cristina de Oliveira, “esta parceria com o MMA foi interessante, do ponto de vista institucional, porque permitiu à Caixa colocar em prática uma das suas missões, que é a promoção do desenvolvimento sustentável”.

O Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade (Probio II) foi considerado pelos parceiros como um marco que impulsionou a transformação dos modelos de produção, consumo e de ocupação do território nacional, começando com os setores de agricultura, ciência, pesca, florestas e saúde.

O Projeto foi executado por uma parceria estabelecida entre o MMA, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade(Funbio) e a CEF. Para sua implementação, também foram estabelecidas parcerias estratégicas com o Mapa e os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, além da Fiocruz, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Banco Mundial e GEF.

Fonte:

Ministério do Meio Ambiente

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