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Meio Ambiente

Despoluição de Guanabara é prioridade ambiental no País

Passivos ambientais

Ministra do Meio Ambiente acredita em recuperação pactuada com a sociedade acompanhada por fiscalização e monitoramento
por Portal Brasil publicado: 15/01/2015 08h50 última modificação: 15/01/2015 08h50

A despoluição da Baía de Guanabara é um trabalho estratégico na agenda ambiental do Brasil, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira nessa quarta-feira (14), no Rio de Janeiro. Ela ressaltou, entretanto, que a despoluição ambiental da baía não ocorrerá “da noite para o dia”.

A baía vem sofrendo impactos bastante expressivos, disse ela, particularmente nos últimos 80/100 anos, com o "adensamento da população, o processo de industrialização e a ocupação da chamada bacia contribuinte da Baía de Guanabara”. 

Ela defendeu uma visão estratégica  de recuperação pactuada com a sociedade acompanhada por processos de fiscalização e monitoramento.

“Nós, do Ministério do Meio Ambiente, temos defendido uma discussão mais ampliada sobre a recuperação dos grandes passivos ambientais em relação à poluição”, enfatizou.

No Rio de Janeiro, a ministra acredita que sob a gestão do secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, o tema terá prioridade dentro de um trabalho que deve ser feito em parceria com  a população.

A ministra salientou que a consequência da relação íntima da qualidade de vida no estado com o meio ambiente é a integração das várias camadas da sociedade com um ambiente “que tem que ser limpo. Qualidade de vida é também qualidade ambiental”.

Ela afiançou que o ministério vai trabalhar de maneira articulada com os governos fluminense e do Rio de Janeiro para avançar nessa pauta. 

Segundo ela, a despoluição da baía passa pela resolução do problema de saneamento básico, melhorando também a relação das cidades situadas no entorno da baía.

Izabella acredita que é factível cumprir a meta do governo do estado, de entregar 80% da Baía de Guanabara despoluída até as Olimpíadas Rio 2016.

“Do ponto de  vista do espelho d'água, tem soluções para isso. Agora, limpar a baía toda, como foi feito no [Rio] Tâmisa, na Inglaterra, ou mesmo no Lago Paranoá, em Brasília, que tem tratamento terciário de esgoto, leva tempo. Nós temos que considerar tudo que foi feito e discutir o que significa essa limpeza efetiva nos próximos anos”.

A ministra insistiu que as  Olimpíadas devem ser aproveitadas para consolidar um modelo em que a sociedade estará engajada no debate, monitorando os resultados obtidos.

"O fato de os Jogos Olímpicos ocorrerem na capital fluminense é uma motivação estratégica, de natureza política, para que o País assuma uma postura de limpar a Baía de Guanabara, pactuando com a sociedade como isso vai acontecer", destacou.

Fonte:
Agência Brasil

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