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Meio Ambiente

Filhote de peixe-boi marinho é resgatado na Paraíba

Proteção ambiental

Animal encalhado foi encontrado por um pescador na Praia do Oiteiro, litoral norte da Paraíba, dentro da Unidade de Conservação
por Portal Brasil publicado: 16/01/2015 12h00 última modificação: 16/01/2015 12h00
Divulgação/ICMBio Vitória apresenta comportamento satisfatório e está se alimentando bem. Centro enviou animal para berçário na ilha de Itamaracá (PE)

Vitória apresenta comportamento satisfatório e está se alimentando bem. Centro enviou animal para berçário na ilha de Itamaracá (PE)

Um filhote de peixe-boi marinho encalhado foi resgatado por uma equipe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape (PB) e da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA), na madrugada do dia primeiro de janeiro.

O animal foi encontrado por um pescador na Praia do Oiteiro, litoral norte da Paraíba, dentro da Unidade de Conservação (UC).

Moradores da área e técnicos da APA e da Fundação tentaram localizar nas proximidades a mãe do filhote ou algum grupo de peixes-bois marinhos para devolver imediatamente o animal ao mar, mas as buscas foram sem sucesso.

De acordo com a chefe substituta da APA, Thalma Grisi, no momento do resgate o peixe-boi apresentava boas condições de saúde e se tratava de uma fêmea ainda com resquícios do cordão umbilical.

Como os filhotes de peixe-boi marinho não sobrevivem sem os cuidados maternos, até aproximadamente dois anos de idade, quando ocorre o desmame, o filhote foi encaminhado para a base da APA no estuário da Barra do Rio Mamanguape, onde recebeu os primeiros cuidados.

Reabilitação

Em seguida, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) foi acionado e transportou o animal para um berçário localizado na sede do CMA, na ilha de Itamaracá (PE).

Desde então, Vitória – nome dado ao animal pelo pescador que o encontrou – apresenta comportamento satisfatório e está se alimentando bem.

"Vitória é monitorada diariamente, tem acompanhamento veterinário e permanecerá em reabilitação por cerca de dois anos e meio", explica a coordenadora-substituta do CMA, Fernanda Attademo.

"Em seguida, ela vai passar por um período de adaptação em um cativeiro em ambiente natural, para depois ser reintroduzida na natureza, em local de ocorrência da espécie", planeja. 

Conheça o Programa de Manejo para a Conservação de Peixes-boi

Confira abaixo dicas para quem quer ajudar a proteger o peixe-boi marinho:

  • Não jogue lixo nas praias e rios.
  • Mantenha áreas de mangue. Elas são fonte de alimentação para os peixes-boi.
  • Pratique pescas sustentáveis e artesanais.
  • Trafegue devagar com embarcações nas áreas em que há ocorrências de peixes-boi.
  • Se encontrar um animal encalhado, ligue para o CMA/ICMBio e evite tocar no animal.

Em casos de encalhes ou crimes ambientais envolvendo os mamíferos marinhos, ligue para o CMA ou para a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais. Os números são, respectivamente, (82) 3298-1388 / (81) 3544-1056 e (81) 3676-235. Se o animal estiver morto, evite o contato e mantenha distância.

Equipes especializadas adotarão os procedimentos de coleta de informações e material biológico e farão a destinação adequada da carcaça.

Proteção ambiental 

A APA da Barra do Rio Mamanguape é uma Unidade de Conservação federal gerida pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio) localizada no município de Rio Tinto, na Paraíba.

Criada em 10 de setembro de 1993, a UC abrange 14.640 hectares e possui cerca de cinco mil famílias em 18 povoados, incluídas seis aldeias indígenas da tribo Potiguara, pertencentes a uma reserva indígena gerida pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e situada na margem esquerda do estuário da foz do Rio Mamanguape.

Um dos maiores atrativos desta unidade de conservação é o Projeto Viva o Peixe-boi Marinho, que trabalha na preservação, conservação e manejo da espécie. Além disso, a UC é um dos pontos de desova da tartaruga-de-pente, do cavalo-marinho e do caranguejo-uçá, tudo em um ambiente de praias selvagens, recifes de corais e manguezais bem preservados.

Fonte:
ICMBio

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