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Meio Ambiente

Parque do Araguaia, criado em 1959, compõe a Lista de Ramsar

Áreas Úmidas

Inspirado com a criação do primeiro parque nacional dos EUA, o Parque Yellowstone, JK decidiu designar a Ilha do Bananal para criar a Unidade de Conservação. Saiba mais
por Portal Brasil publicado: 27/01/2015 11h34 última modificação: 28/01/2015 08h48
Divulgação/Governo de Mato Grosso Com 20 mil Km² de extensão, a Ilha do Bananal é a maior ilha fluvial do mundo, além de um dos santuários ecológicos mais importantes do País

Com 20 mil Km² de extensão, a Ilha do Bananal é a maior ilha fluvial do mundo, além de um dos santuários ecológicos mais importantes do País

Em 1959, inspirado e entusiasmado com a criação do primeiro parque nacional dos EUA, o Parque Yellowstone, o então presidente (1956-1961) Juscelino Kubitscheck decidiu também criar o primeiro parque brasileiro. Em 17 de dezembro daquele ano, por meio da Lei Estadual 2.370, foi autorizada a doação da Ilha do Bananal para a União. Apenas 14 dias depois, JK designou a ilha para a criação do Parque Nacional do Araguaia.

À época, o território pertencia a Goiás, ao norte do estado. Hoje está no sudoeste do Tocantins, abrangendo parte dos municípios de Formoso do Araguaia, Pium e Lagoa da Confusão.

Cercada pelos rios Araguaia e Javaés, a ilha foi descoberta pelo sertanista José Pinto Fonseca em 1773, recebendo o nome de Santana. Depois, devido à existência de extensos bananais silvestres, passou a ser chamada Bananal.

Com 20 mil Km² de extensão (área equivalente à do estado de Sergipe), a Ilha do Bananal é a maior ilha fluvial do mundo, além de um dos santuários ecológicos mais importantes do País.

A princípio, o Parque Nacional do Araguaia ocupava toda a Ilha do Bananal. Em 1971, com a mudança em seus limites para criação do então Parque Indígena do Araguaia – desde 1998, Terra Indígena Parque Araguaia –, passou a ocupar cerca de 562 mil hectares da área total da ilha.

A Terra Indígena Parque do Araguaia abriga cerca de quinze aldeias indígenas, dentre elas os Carajás, com nove subgrupos, os Javaés, com doze subgrupos, os Tapirapés, Tuxás e os Avá-Canoeiros, também conhecidos como Cara-Preta, que rejeitam contato com a civilização e com os demais indígenas das aldeias mais próximas.

Para garantir os direitos dessas populações, a reserva fica sob responsabilidade da A Terra Indígena Parque do Araguaia (Funai), enquanto o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), instituição vinculada ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) garante a conservação da grande diversidade biológica presente no Parque.

Fauna, flora e vegetação

Situado numa faixa de transição que compreende os biomas Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal, o Parque Nacional do Araguaia destaca-se pela diversidade de sua fauna, flora e cobertura vegetal.

Na vegetação, predominam as matas ciliares de igapó, vegetação das encostas secas, vegetação dos bancos de areia e os campos de várzeas inundáveis, além do Campo das Caraibeiras, com abundância de grama rasteira e árvores caraíbas de longas metragens.

Ao longo dos rios, cerrados e florestas com flora rica em maçarandubas, piaçavas, canjeranas, orquídeas terrestres, ipês e palmeiras típicas. Da flora nativa, ainda, utilizadas especialmente pelos indígenas, diversas espécies para fins culinários, medicinais e ornamentais.

Na fauna, as espécies mais comuns são: onça-pintada, tamanduá-bandeira, cervo-do-pantanal, tartaruga da Amazônia, boto, ariranha, arara-azul, gavião-real, águia-pescadora, garça-azul, dentre outras 660 espécies de aves, aproximadamente.

Nas enchentes periódicas, aumenta a concentração da fauna terrestre nas partes altas, especialmente de jacarés-açu, sucuris e jiboias.

Sítios Ramsar

O Parque Nacional do Araguaia – Ilha do Bananal tornou-se Sítio Ramsar em outubro de 1993, correspondendo à diretriz do governo brasileiro, cumprida desde sua adesão à Convenção de Ramsar, de indicar para a Lista deste tratado internacional somente Áreas Úmidas que sejam unidades de conservação, assim favorecendo a adoção de medidas necessárias à implementação dos compromissos assumidos pelo país perante a Convenção.

Convenção de Ramsar e a Lista de Sítios Ramsar

O Brasil - que, por suas dimensões, acolhe uma grande variedade de zonas úmidas importantes - assinou a Convenção de Ramsar em setembro de 1993, ratificando-a três anos depois.

A decisão possibilita ao País ter acesso a benefícios como cooperação técnica e apoio financeiro para promover a utilização dos recursos naturais das zonas úmidas de forma sustentável, favorecendo a implantação, em tais áreas, de um modelo de desenvolvimento que proporcione qualidade de vida aos seus habitantes.

Para aderir ao tratado, cada país deve depositar um instrumento de adesão junto à Unesco - instituição que opera como depositária da Convenção - e, ao mesmo tempo, designar ao menos uma zona úmida de seu território para ser reconhecida como Sítio Ramsar para ser incluída na Lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Lista de Ramsar.

A Lista de Ramsar é o principal instrumento adotado pela Convenção para implementar seus objetivos. É composta por áreas caracterizadas como ecossistemas úmidos importantes, selecionados pelos países e aprovadas por um corpo técnico especializado da Convenção. Uma vez aceitas, essas áreas recebem o título de "Sítios Ramsar".

Além do Parque Nacional do Araguaia - Ilha do Bananal, o Brasil tem outras 11 Áreas Úmidas na Lista de Ramsar.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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