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Meio Ambiente

Seminário aborda o impacto da poluição urbana de Manaus na Floresta Amazônica

Monitoramento atmosférico

Evento acontecerá no dia 6 de fevereiro, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus
por Portal Brasil publicado: 29/01/2015 13h36 última modificação: 30/01/2015 08h07

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) receberá no dia 6 de fevereiro o seminário "Experimento Go Amazon/LBA - Resultados e perspectivas futuras" que terá como palestrante o Dr. Paulo Artaxo do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador LBA.

O evento que começa às 14h no Auditório LBA – INPA Campus II Av. André Araújo, 2936, Bairro Aleixo, Manaus (AM) e será aberto ao público.

Go Amazon/LBA

O experimento Go Amazon/LBA foi projetado para avaliar o impacto da poluição urbana de Manaus na floresta amazônica em seu entorno. Uma série de estações de monitoramento atmosférico está sendo operada antes e depois da pluma de Manaus, e nos fornecerá por dois anos um grande número de observações atmosféricas.

Go Amazon é financiado pelo governo do Amazonas, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e ainda pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos da América (DOE/EUA).  

Estas observações irão complementar aquelas coletadas por dois aviões nos experimentos IARA e ACRIDICON, que analisaram os efeitos da pluma de Manaus em larga escala. As emissões urbanas de Manaus alteram a química da atmosfera, favorecendo a produção de ozônio e aerossóis secundários.

Segundo a gerente científica do LBA (Programa de Grande Escala da Atmosfera - Biosfera na Amazônia) Muriel Saragoussi a ideia é que sempre que um Pesquisador do LBA venha à Manaus, eles façam palestras e cursos para apresentarem seus trabalhos. “Esperamos que todos os pesquisadores, não apenas do Inpa, se animem a conhecer mais sobre o trabalho do LBA” contou.

Novo site

O LBA inaugura na segunda-feira (2), a nova plataforma de seu site. Atualizado para fase dois, o site permitirá a interação dos pesquisadores entre si, segundo Muriel agora será possível a consulta de relatórios de projetos, agendas de idas a campo, assim como a parte financeira também, conforme a regra do Governo Federal de transparência.

“Quem acessar o novo site poderá ver também dados coletados das torres pelos pesquisadores. Alunos da área poderão colher essas e outras informações geradas pela LBA, assim como dados de controle de qualidade”, explicou Saragoussi.

A nova plataforma do site tem como objetivo a ampla comunicação com seu público alvo, que são pesquisadores e alunos. “Vamos mostrar o que é o LBA, o que faz e para quem faz, dessa forma pretendemos atrair novos pesquisadores de todo o mundo”, concluiu a gerente científica do LBA.

LBA

Em setembro de 2007, de experimento que era o LBA tornou-se um programa de governo, renovando a agenda de pesquisas iniciada em 1998, quando era mantido por acordos de cooperação internacional.

O LBA, sob a coordenação cientifica do Inpa, é uma das maiores experiências científicas do mundo na área ambiental: soma 156 projetos de pesquisa (100 deles já finalizados), desenvolvidos por 281 instituições nacionais e estrangeiras. A publicação dos resultados de pesquisa faz parte da história de sucesso do LBA.

Durante os primeiros 10 anos de existência (1998-2007), o LBA foi gerenciado pelo MCTI e coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pelo Inpa, tendo a NASA e outras instituições dos Estados Unidos e Europa como parceiros.

Eles cobriram cerca de metade dos US$ 100 milhões investidos neste período. Hoje, transformado em programa governamental, o LBA conta com recursos brasileiros previstos do Plano Plurianual (PPA) que garantem a manutenção de sua infraestrutura básica. A missão agora é buscar outras fontes de financiamento para continuar ampliando as pesquisas.

Fonte:
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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