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Meio Ambiente

Visitas guiadas aliam história e belezas naturais do RJ

Unidade de Conservação

Roteiro dos Escravos e o Roteiro dos Artistas associam atrativos naturais aos aspectos históricos do Parque Nacional da Tijuca
por Portal Brasil publicado: 14/01/2015 14h47 última modificação: 14/01/2015 14h50
Divulgação/ICMBio Lago das Fadas, nome dado pelo Barão d' Escragnolle, teve paisagismo original de Glaziou e situa-se num antigo charco que foi represado e restaurado pelo arquiteto Vladimir Alves de Souza em 1944

Lago das Fadas, nome dado pelo Barão d' Escragnolle, teve paisagismo original de Glaziou e situa-se num antigo charco que foi represado e restaurado pelo arquiteto Vladimir Alves de Souza em 1944

A partir desta quarta-feira (14), o Parque Nacional da Tijuca (RJ), Unidade de Conservação (UC) administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), passa a oferecer aos visitantes dois roteiros desenvolvidos especialmente para passeios guiados gratuitos, que serão conduzidos pelos recepcionistas do próprio Parque.

De acordo com Ernesto Castro, chefe da Unidade, o Roteiro dos Escravos e o Roteiro dos Artistas foram elaborados com o intuito de associar os atrativos naturais aos aspectos históricos do Parque.

O primeiro percorre caminhos e ruínas que remetem ao trabalho escravo nas plantações de café e no processo de recuperação da floresta, com destaque para a Cachoeira das Almas, o Lago das Fadas e as Ruínas do Midosi (antiga fazenda de café).

O segundo roteiro aborda a relação de diversos artistas com o Parque, a exemplo dos paisagistas Glaziou e BurleMarx, que trabalharam na revitalização paisagística da UC, e os pintores Nicolas Taunay e Cândido Portinari.

Taunay chegou a morar nos limites do Parque e nutria uma paixão especial pela Cascatinha, cachoeira que foi fonte de inspiração para seus quadros e acabou incorporando seu nome, sendo conhecida como Cascatinha Taunay.

Além do Mirante da Cascatinha, o roteiro passa por locais como a Capela Mayrink, que abriga quadros de Portinari, e o Recanto dos Artistas, onde pintores costumavam se reunir.

Ainda de acordo com o chefe da UC, os passeios são adequados para vários tipos de visitante. "As trilhas são leves, pois esses roteiros foram pensados para um público bem diversificado", afirmou Ernesto. Durante os passeios também serão abordados temas ligados à conservação e ao manejo do Parque, tais como a importância dos rios e matas ciliares, a preocupação com espécies invasoras e a reintrodução de animais do bioma Mata Atlântica.

"Estamos começando o trabalho de visitas guiadas com dois roteiros, mas futuramente pretendemos ampliar esse número e realizar passeios também nos fins de semana", concluiu o chefe da Unidade.

Por enquanto, serão ofertadas 20 vagas por semana (não é necessário fazer reservas previamente), sempre as quartas-feiras pela manhã. Os passeios acontecem com um mínimo de três pessoas e o ponto de encontro é no Centro de Visitantes do Setor Floresta, às 9 horas.

É recomendável que o visitante esteja de calçados fechados e confortáveis e que leve ao menos um litro de água. Com duração aproximada de duas horas, os passeios são apropriados para crianças a partir de 10 anos.

Em caso de chuva forte, as atividades serão automaticamente canceladas. Mais informações pelo telefone (21) 2491-1700.

Saiba mais

Criado em 1961, o Parque Nacional da Tijuca é o mais visitado do Brasil, recebendo mais de 2 milhões de pessoas por ano. Com seus 3.958 hectares de Mata Atlântica encravados em plena cidade do Rio de Janeiro, o Parque se divide em quatro setores: Floresta da Tijuca, Serra da Carioca, Pedra Bonita / Pedra da Gávea e Pretos Forros / Covanca.

Ao longo dos séculos 17 e 18, a área onde hoje fica o Parque foi, em sua maior parte, devastada para extração de madeira e utilização em monoculturas, especialmente o café. Em 1861, numa iniciativa de conservação pioneira ordenada por D. Pedro II, um processo de desapropriação territorial e de reflorestamento propiciou a regeneração natural da vegetação, resultando na exuberante floresta que existe hoje.

O Parque Nacional da Tijuca apresenta flora e fauna bastante diversificadas, belezas naturais, como grutas e cachoeiras, além de obras arquitetônicas de grande valor histórico e artístico, como o Cristo Redentor.

Fonte:
ICMBio

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