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Meio Ambiente

Inpa discute avanços em reprodução celular nos peixes

Cadeia biológica

Grupos de Estudos Estratégicos, conduzido por pesquisador da casa, abordou novas pesquisas direcionadas à produção de animais transgênicos
por Portal Brasil publicado: 26/02/2015 15h56 última modificação: 26/02/2015 15h56

A primeira reunião de 2015 do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (GEEA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI), aconteceu na manhã desta terça-feira (25).

Durante o evento, o tema “Reprodução em peixes: Avanços biotecnológicos” foi conduzido pelo pesquisador e diretor do Instituto Luiz Renato de França. 

Dentre os participantes e debatedores estavam pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa, órgãos governamentais e intelectuais de diversas áreas do conhecimento.  

Especializado em biologia celular e pós-doutor em fisiologia da reprodução, o pesquisador Luiz Renato relatou a importância das técnicas de produzir animais transgênicos em espécies que se encontram em perigo de extinção, como é o caso do pirarucu que, normalmente, leva de quatro a cinco anos para chegar à idade adulta e reprodutiva.

Segundo ele, com a implantação das células germinativas, o animal chegaria à idade reprodutiva em dois meses, evitando assim, o desaparecimento da espécie. 

Avanços genéticos 

Com esses estudos, o pesquisador espera aumentar a compreensão sobre o processo de produção de células germinativas e preservar as células de outras espécies, garantindo a sobrevivência desses animais. “Em alguns lugares do mundo, onde os recursos naturais são escassos, é importante você desenvolver técnicas para que as espécies sobrevivam” afirmou.  

Segundo França, essas transplantações de células não alteram o DNA da espécie. De forma que preserva a identidade do animal para que não se perca a identidade da cultura, principalmente a identidade da Amazônia, onde há tantas particularidades. 

 O pesquisador ainda discorreu sobre as biotecnologias transgênicas desenvolvidas na Amazônia, que de acordo com ele podem ser utilizadas para preservar as espécies de outros locais do planeta. “Futuramente, espera-se destas pesquisas, desenvolver linhagens de peixes transgênicos que sejam altamente resistentes a lugares inóspitos”, finalizou. 

Sobre o GEEA

 O Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (GEEA) foi criado pela direção do Inpa em 2007, com o objetivo de esclarecer e debater assuntos de desenvolvimento sustentável na Amazônia, tornando a ciência acessível a todos. Promovendo a informação e difusão de ideias de políticas públicas para a região.  

A cada ano, o Grupo lança o Caderno de Debates do GEEA, para compartilhar com o público as ideias, visões e estratégias para a Amazônia. De forma a levar o conhecimento e a conscientização para se chegar ao efetivo e almejado desenvolvimento sustentável. 

 Um dos principais resultados das reuniões do grupo estratégico é o Caderno de Debates do GEEA, que é publicado em série desde as primeiras reuniões.

Os interessados poderão fazer download no site do Inpa ou adquirir os exemplares impressos na Editora do Inpa na Av. André Araújo – Campus I, Manaus (AM). Cada título impresso custa R$ 20 reais.

Fonte:
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia 

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