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Meio Ambiente

Cepsul monitora a vida marinha no Sul e Sudeste do País

Pesquisa

Unidade do Instituto Chico Mendes gera e difunde conhecimento para a conservação e recuperação de espécies ameaçadas
por Portal Brasil publicado: 23/03/2015 12h23 última modificação: 23/03/2015 12h25
Divulgação/ICMBio Espécie marinha possue papel importante na manutenção dos mais variados ecossistemas marinhos

Espécie marinha possue papel importante na manutenção dos mais variados ecossistemas marinhos

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul) monitora a vida marinha nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, através de pesquisas científicas e ações para conservação e recuperação de espécies ameaçadas. O Cepsul também analisa os impactos ambientais de empreendimentos e demais atividades humanas.

Segundo a coordenadora do Cepsul, Roberta Aguiar, "o Centro gera e difunde conhecimento para a conservação da biodiversidade marinha, por meio de estudos voltados para o uso sustentável dos recursos marinhos".

O Centro também participa em conselhos gestores, em ações de fiscalização e na elaboração dos Planos de Manejo. "Trabalhamos em articulação com Unidades de Conservação (UC) federais e com os demais Centros de Pesquisa do ICMBio", explicou a coordenadora.

Para as atividades de pesquisa, coleta de dados, monitoramento e fiscalização ambiental em alto mar, o Cepsul conta com o navio de pesquisa Soloncy Moura. Nos próximos meses, o Centro Nacional de Pesquisa e Gestão do Uso dos Recursos Pesqueiros Lagunares e Estuarinos (Ceperg) será incorporado ao Cepsul como base avançada, permanecendo no município de Rio Grande (RS).

"Além dos empreendimentos costeiros e da destruição de habitats, a pesca é uma das principais ameaças à biodiversidade marinha. Itajaí é um local estratégico para o nosso trabalho, pois abriga o maior porto de desembarque de pesca industrial do Brasil. O Cepsul realiza o monitoramento tanto das espécies desembarcadas no porto quanto daquelas que são objeto da pesca artesanal", destacou Aguiar.

Tubarões e Corais

De 22 a 25 de abril de 2013 foi realizada na ACADEBio em Iperó (SP) a IV Oficina de elaboração do Plano de Ação dos Tubarões e Raias Marinhos Ameaçados de Extinção (Pan-Tubarões), referente ao recorte Norte e Nordeste, sob a coordenação do Cepsul.

Entre as principais atividades desenvolvidas pelo Cepsul estão a pesquisa sobre peixes e invertebrados marinhos e a coordenação de dois Planos de Ação Nacional (PANs): o PAN Tubarões, lançado em dezembro de 2014, e o PAN Corais, que deve ser divulgado ainda no primeiro semestre deste ano. No total, cerca de 100 espécies estão incluídas nos dois Planos de Ação.

Os elasmobrânquios, que compreendem animais popularmente conhecidos como tubarões e raias, são peixes com esqueleto cartilaginoso, grandes maxilares superiores e inferiores, fendas branquiais laterais (no caso dos tubarões) ou ventrais (no caso das raias) e narinas abaixo da cabeça.

Em todo mundo são conhecidas mais de 1000 espécies de elasmobrânquios, tendo já sido identificadas pelo menos 500 espécies de tubarões e 600 espécies de raias. Algumas, como é o caso dos tubarões, em razão de seu comportamento ou mesmo alterações de seu ambiente natural, podem envolver-ser em incidentes com seres humanos, muitas vezes repassados à sociedade pela mídia, de forma equivocada, estimulando a aversão a algumas espécies e, até mesmo, seu extermínio.

Portanto, é fundamental que cada vez mais se esclareça e divulgue o verdadeiro papel que estas espécies possuem na manutenção dos mais variados ecossistemas marinhos, uma vez que a grande maioria das espécies é carnívora, e predadores de topo da cadeia trófica.

Sendo assim, estes organismos atuam significativamente no controle e na manutenção de diversas populações de animais, garantindo o equilíbrio e o bom funcionamento de diferentes processos ecológicos e evolutivos marinhos.

Cepsul

O Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul é uma unidade especializada do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado à Diretoria de Pesquisa Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio), com sede em Itajaí (SC).

O Cepsul foi criado em 1984, através da Portaria Nº 138/84 da extinta Sudepe, com a missão de coordenar e executar as atividades de pesquisa pesqueira nas regiões Sudeste e Sul, com foco no uso sustentável das potencialidades pesqueiras da região.

O Centro mantém até hoje sua abrangência regional, desenvolvendo atualmente atividades de monitoramento da biodiversidade marinha e avaliação do estado de conservação das espécies, contando com 14 Centros de Pesquisa do ICMBio.

Estas unidades descentralizadas têm a função de produzir o conhecimento necessário à conservação da biodiversidade. O Cepsul está instalado em quatro prédios, com salas de trabalho, laboratório, biblioteca, auditório e trapiche de atracação.

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

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