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Meio Ambiente

Comunitários constroem viveiros para auxiliar em atividades de educação ambiental

Amazônia

Projeto “Cantinho da Ciência” promove a interação entre escola e comunidade, disseminando práticas educacionais criativas
por Portal Brasil publicado: 30/03/2015 18h21 última modificação: 30/03/2015 18h21
Divulgação/Instituto Mamirauá Cada comunidade construiu o seu viveiro, que tem 24 m² e um sistema de irrigação e captação de água da chuva

Cada comunidade construiu o seu viveiro, que tem 24 m² e um sistema de irrigação e captação de água da chuva

Nas Reservas Mamirauá e Amanã a floresta, além de assunto fundamental, é também espaço de conhecimento. O projeto “Cantinho da Ciência”, realizado pelo Instituto Mamirauá, propõe promover a interação entre escola e comunidade, disseminando práticas educacionais criativas e a utilização de espaços da comunidade e da área onde está inserida como ambientes didáticos.

Como parte das atividades do projeto, dos dias 6 a 18 e março, as comunidades Nova Betânia (Reserva Amanã), Barroso e Sítio Fortaleza (Reserva Mamirauá) receberam um novo espaço de aprendizado: um viveiro, que será utilizado para ações de educação ambiental.

“É um espaço educativo, onde professores, alunos, manejadores e demais comunitários estão interagindo. A ideia é que seja uma extensão da escola, onde eles possam aprender mais sobre os ciclos da floresta, estudar a morfologia das plantas, acompanhar a germinação das sementes”, apontou o educador ambiental do Instituto Mamirauá, Claudioney Guimarães.

Cada comunidade construiu o seu viveiro, que tem 24 m² e um sistema de irrigação e captação de água da chuva. Também foram distribuídos materiais como regadores, peneiras e ferramentas.

Os moradores das comunidades vão agora coletar substratos e realizar o plantio de mudas. Com esses, são quatro viveiros construídos como parte do projeto, contando a comunidade Ingá (Reserva Mamirauá) que construiu seu viveiro em novembro de 2014.

Os viveiros educativos foram idealizados e construídos com a participação dos comunitários, com o objetivo de ser um ambiente de aprendizado coletivo, para incentivar o reconhecimento e a importância do território onde vivem, estimulando o uso sustentável dos recursos naturais.

“A importância dos manejadores participarem desse projeto é que possuem muito conhecimento. E, em áreas de manejo, o viveiro pode contribuir para a reposição e recomposição florestal”, enfatizou Claudioney.

Próximos passos

O próximo passo será a realização de capacitações com professores e manejadores sobre o projeto, com a apresentação de conteúdos e práticas importantes para as atividades de educação ambiental, de forma que valorizem o meio ambiente, a cultura e o conhecimento local.

Além dos viveiros educativos, o projeto também prevê a construção de minilaboratórios, equipados com lupas e microscópio portátil, em algumas comunidades.

“O projeto vai reconhecer e aproveitar espaços de uso comum das comunidades e propor a construção de outros, como o viveiro e o minilaboratório. A ideia é que a gente consiga dialogar sobre a floresta e sua importância ecológica, econômica e social, e valorizar aspectos culturais e tradicionais de cada região”, enfatizou o educador.

Essas ações fazem parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” – BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Mamirauá

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) foi criado em abril de 1999. É uma Organização Social fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atuando como uma das unidades de pesquisa do MCTI.

Fontes:
Portal Brasil
com informações do Instituto Mamirauá

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