Meio Ambiente
Influência da Amazônia na seca do Sudeste é tema de debate
Bosque da Ciência
O programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI), realizará no dia 31 de março, às 14h, no Auditório da Ciência, no Bosque da Ciência, um debate sobre as questões científicas e de políticas públicas referentes ao papel da Amazônia na seca no sudeste, com o tema: 'A água da Amazônia irriga o Sudeste?'.
O debate contará com a participação de dois palestrantes renomados: Luiz Antônio Candido, pesquisador do Inpa, e Carlos Rittl, do Observatório do Clima. Como provocadores participarão: Ricardo DalaRosa, pesquisador do Inpa, Rita Valéria Andreoli professora da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), e Naziano Filizola professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Durante a palestra, será apresentado o contexto histórico e das políticas referentes à mudança climática no Brasil, a evolução do desmatamento na Amazônia nos últimos 40 anos, além do impacto deste sobre o ciclo da água.
Os organizadores contam também com o público para que um debate vigoroso se estabeleça sobre esses e outros problemas climáticos gerados pelo homem.
Segundo a gerente científica do LBA, Muriel Saragoussi, a proposta do colóquio é movimentar e difundir o debate sobre o conhecimento existente e a necessidade de ação por parte dos poderes públicos e da sociedade para a efetivação da proteção e uso sustentável da Amazônia e além de um manejo racional da água no País.
“A expectativa é que os participantes saiam instigados a conhecer a ciência por trás dos fatos, e a se engajar na construção de políticas públicas para uma proteção mais efetiva da Amazônia e para a prevenção e mitigação de eventos extremos, como por exemplo, a seca no sudeste brasileiro e as enchentes no oeste da Amazônia”, afirmou Saragoussi.
“A água da Amazônia irriga o Sudeste”
No início deste ano, a mídia chamou a atenção para uma eventual conexão entre o desmatamento da Amazônia e a seca no sudeste do País, motivo que gerou muitas dúvidas quanto à comprovação de dados científicos e os fenômenos que regem o clima no Brasil.
Segundo Saragoussi, por ser considera fundamental para o ciclo da água e para o equilíbrio do clima no planeta Terra, a floresta amazônica tem uma função complexa e por isso várias hipóteses científicas têm sido propostas, e para testá-las é necessária uma grande quantidade de dados, que são coletados anualmente, para que assim seja possível entender a influência exata da floresta sobre o clima e a disponibilidade de água no continente.
Bosque da Ciência
Foi inaugurado em 1º de abril de 1995, como parte das comemorações do 40º aniversário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Concretizou-se, assim, um antigo sonho de abrir as portas do Instituto ao público.
O Bosque da Ciência que é uma área de aproximadamente 13 (treze) hectares, localizado no perímetro urbano da cidade de Manaus na zona central - leste.
Projetado e estruturado para fomentar e promover o desenvolvimento do programa de Difusão Científica e de Educação Ambiental do Inpa, ao mesmo tempo preservando os aspectos da biodiversidade existente no local.
Entre os seus objetivos pretende oferecer à população uma nova opção de lazer com caráter sócio-científico e cultural, propiciando aos visitantes interesse pelo meio ambiente, além de oferecer atrativos turísticos e entretenimento.
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