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Meio Ambiente

MMA lança publicações com dados e previsões para a Mata Atlântica

Pesquisa e conservação

Anuário permite analisar avanços, desafios, conhecimento científico e tradicional e sobre o desenvolvimento sustentável no bioma
por Portal Brasil publicado: 27/03/2015 12h21 última modificação: 27/03/2015 13h56
Bruno Barbosa/Ibama Anuário permite fazer análises comparativas sobre os avanços e desafios na conservação

Anuário permite fazer análises comparativas sobre os avanços e desafios na conservação

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou, em Brasília (DF), o “Anuário Mata Atlântica 2014” e “Contribuições do Setor Empresarial Brasileiro para o Cumprimento das Metas de Aichi 2011-2020”.

Criado em 1999, o Anuário da Mata Atlântica integra um programa permanente da ONG Reserva da Biosfera e tem o objetivo de consolidar, atualizar e disponibilizar informações sistemáticas e periódicas sobre o bioma da Mata Atlântica.

O anuário permite fazer análises comparativas sobre os avanços e desafios na conservação, conhecimento científico e tradicional e sobre o desenvolvimento sustentável nesse bioma, servindo de base para projetos e políticas públicas.

As publicações foram elaboradas em parceria com a organização não governamental Reserva da Biosfera Mata Atlântica (RBMA) e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDES), ambas patrocinadas pela Vale e apoiadas por diversas outras instituições, como a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ).

Para o secretário substituto de Biodiversidade e Florestas do MMA, Sérgio Collaço, o esforço de conservação da biodiversidade deve ser transversal, sendo não apenas uma obrigação do governo federal, mas também de estados, municípios e sociedade civil.

“Trata-se de firmar uma parceria no sentido de implantarmos as metas nacionais desenvolvidas a partir das metas de Aichi, com todos assumindo a agenda da biodiversidade de forma sólida”, afirmou Collaço.

União

O secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Bráulio Dias, que participou do lançamento dos dois livros, elogiou as publicações e enfatizou a necessidade de haver um engajamento maior de todos os setores da sociedade, empresários e governo em relação à conservação da biodiversidade.

“Os países e o setor privado precisam mudar suas práticas, tornando-as mais sustentáveis”, disse ele, lembrando que 20 países já formalizaram ações voltadas para biodiversidade e negócios, a partir das metas de Aichi.

Participaram do evento o presidente da RBMA e gestor do Anuário, Clayton Ferreira Lino; o representante da CEBDES, André Ramalho; o secretário-executivo do PainelBio, Luiz Merico; e a representante da GIZ, Maria Olatz, entre outros.

Saiba mais

No processo de elaboração do novo Plano Estratégico de Biodiversidade 2011–2020, o Secretariado da Convenção propôs que se estabelecesse um novo conjunto de metas, na forma de objetivos de longo prazo, que foram materializados em 20 proposições, todas voltadas à redução da perda da biodiversidade em âmbito mundial.

Denominadas de Metas de Aichi para a Biodiversidade, elas estão organizadas em cinco grandes objetivos estratégicos:

  • Tratar das causas fundamentais de perda de biodiversidade, fazendo com que as preocupações com a biodiversidade permeiem governo e sociedade;
  • Reduzir as pressões diretas sobre a biodiversidade e promover o uso sustentável;
  • Melhorar a situação da biodiversidade, protegendo ecossistemas, espécies e diversidade genética; 
  • Aumentar os benefícios de biodiversidade e serviços ecossistêmicos para todos;
  • Aumentar a implantação, por meio de planejamento participativo, da gestão de conhecimento e capacitação.

O Brasil teve um papel decisivo na definição e aprovação das Metas de Aichi e, agora, pretende exercer, com responsabilidade e eficiência, um papel de liderança na sua implantação.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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