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Meio Ambiente

ONG levará para África purificador de água desenvolvido pelo Inpa

Transferência de tecnológico

Membros da Organização já conseguiram apoio para levar, o quanto antes, a tecnologia para a Moçambique
por Portal Brasil publicado: 05/03/2015 15h32 última modificação: 05/03/2015 15h32
Divulgação/Inpa Pesquisador do Inpa explica que o sistema solar de purificação de água é capaz de tornar águas sujas de rios e lagos em água potável livre de germes

Pesquisador do Inpa explica que o sistema solar de purificação de água é capaz de tornar águas sujas de rios e lagos em água potável livre de germes

Após observar em viagem a Moçambique o quão grande era a má qualidade da água que os habitantes utilizam para beber, a ONG Reviva, que visa uma sociedade mais justa, teve a ideia de levar para o país, a tecnologia confeccionada pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) Rolland Vetter, o “ecolágua” que purifica a água apenas com energia solar.

O membro da ONG, e um dos fundadores, Bruno Silvestre, conta que conheceu a tecnologia de purificação de água do Instituto por meio de um amigo e assim viu a possibilidade de mudar a vida de várias pessoas.

“Achamos incrível o que ele era capaz de fazer. A tecnologia trata água por meio de energia solar, não dependendo de energia elétrica, o que ótimo para países pobres, pois eles não têm acesso à eletricidade”, comentou.

Após Moçambique os jovens da Reviva desejam ajudar outros países que vivem na mesma situação. “Queremos ser a primeira ONG brasileira a exportar este benefício que trará resultados incríveis nessas regiões remotas. O “ecolágua”, sem dúvidas, é uma possibilidade de melhoria de vida que deve ser explorada e espalhada pelo mundo todo", afirmou o jovem.

Para a coordenadora de Extensão Tecnológica, responsável pelo tramite com as empresas interessadas em comercializar as patentes geradas no instituto, ações como está mostram a importância de transferir as pesquisas dos laboratórios para a sociedade.  

Tudo começa com uma boa ideia

Segundo a ONG, tudo começou quando Beatriz Marcelino (19), membro da Reviva, fez a sua primeira viagem para Moçambique, a jovem que na época tinha apenas 17 anos, deparou-se com um cenário alarmante.

“A condição da água que as pessoas utilizavam para beber era assustadoramente suja e havia milhares de germes que causavam várias doenças e até a morte”, relatou a jovem.

A partir deste acontecimento os membros da ONG se reuniram e lançaram a campanha #EuNãoVivoSem. De acordo com Beatriz, o projeto transmite a essência da água para a sobrevivência humana.  

Purificador de água (Ecolágua)

O pesquisador do Inpa, Rolland Vetter explica que o sistema solar de purificação de água, nominado pela empresa QLuz (responsável pela comercialização em escala), de ecolágua, trata-se de um sistema solar capaz de tornar águas sujas de rios e lagos em água potável livre de germes.

A tecnologia, que utiliza a radiação ultravioleta tipo C, já foi testado com sucesso em aldeias remotas na região Amazônica.

“O equipamento é compacto e agrupa tudo em uma única caixa movida por energia solar, purifica 400 litros de água por horas, pesando apenas 13 Kg e permitindo 10.000 horas vida da lâmpada. O investimento do aparelho pode variar dependo das condições onde o aparelho será instalado”, informou o pesquisador.

Reviva

A ONG Reviva foi fundada em 2013 por jovens dispostos a mudar além do que suas próprias vidas. Organizando projetos com crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, juntos trabalham para melhorar a educação e promover melhores oportunidades para crianças do Brasil e de Moçambique.

Fonte:
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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