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Meio Ambiente

Brasil espera acordo "robusto" sobre clima na COP21

Reunião em Paris

Delegação brasileira aponta que ações necessárias para conter o aquecimento global não podem ser adiadas
por Portal Brasil publicado: 26/11/2015 18h39 última modificação: 30/11/2015 12h12
Foto: MRE O embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho é o negociador brasileiro para mudança do clima

O embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho é o negociador brasileiro para mudança do clima

Autoridades brasileiras esperam que seja firmado um acordo robusto, justo, equilibrado e duradouro na 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21). O encontro começa no próximo domingo (29), em Paris, para discutir a mudança do clima e propostas de redução de emissões de gases do efeito estufa. Estarão reunidas delegações de mais de 190 países.

A negociação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento na adoção de ações para conter o aquecimento global terá desafios, mas os brasileiros estão otimistas. “Uma COP21 de sucesso é termos um acordo robusto, justo equilibrado e ambicioso. Esse é o nosso objetivo”, disse o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho.

“Não é posição do governo (brasileiro) sairmos da COP com um acordo apenas minimalista, superficial, declaratório, em que definições e decisões necessárias e imperativas sejam adiadas”, disse Carvalho, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério de Relações Exteriores (MRE). Ele é o negociador brasileiro para a mudança do clima.

A proposta individual do Brasil para conter o aquecimento global é reduzir em 37% as emissões de gases do efeito estufa do País em relação ao ano de 2005. Naquele ano, as emissões brasileiras foram de 2,1 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente. O País também se propõe a restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. 

No campo da energia, o Brasil assume como meta a expansão do uso de fontes renováveis (como energia eólica, fotovoltaica, biomassa e biocombustíveis) em sua matriz energética, dos atuais 28% para 33%, até 2030. Isso sem contar com a parcela da energia hídrica. 

O Brasil também vai defender o aumento dos recursos destinados anualmente a ações para a mudança do clima. O montante global de US$ 100 bilhões entre recursos públicos, privados e de organismos internacionais previstos para até 2020 é considerado insuficiente para financiar as ações relacionadas à redução de gases de efeito estufa.

“Defendemos que esses recursos sejam ampliados para permitir que os países em desenvolvimento possam fazer frente ao que pretendem executar”, disse o embaixador.

O Brasil propõe também um reforço de US$ 10 bilhões ao Fundo Verde para o Clima. Esse fundo é o principal mecanismo de financiamento de ações de redução de emissões de gases de efeito estufa e para a adaptação ao clima.

Fonte: Portal Brasil

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