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Meio Ambiente

Ministra cobra Estados por compromisso contra desmatamento

Preservação

MT, AM e RO tiveram piores resultados em monitoramento do Inpe; apesar de alta de 16%, taxa é a 3ª menor da série histórica
por Portal Brasil publicado: 27/11/2015 11h49 última modificação: 27/11/2015 17h42
Foto: EBC A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, cobrou de governos estaduais da região amazônica compromisso pela preservação da floresta

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, cobrou de governos estaduais da região amazônica compromisso pela preservação da floresta

O Brasil registrou a terceira menor taxa de desmatamento na série histórica iniciada em 1998, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) passou a mapear de forma operacional o desmatamento no País. No entanto, uma alta de 16,3% na comparação com 2014 fez a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, cobrar de governos estaduais da região amazônica compromisso pela preservação da floresta.

Os números do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes) foram anunciados nesta quinta-feira (26/11), em Brasília. A área desmatada foi de 5.831 Km2, contra 5.012 Km2 no período anterior.

Amazonas, com 54% de aumento nas taxas de desmatamento, Mato Grosso, que elevou em 40% e Rondônia, com 41% lideraram a lista dos que mais desmataram. Os aumentos levaram o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a notificar os três Estados para apresentarem, em 60 dias, os dados do desmatamento autorizado. Confrontando com os dados do Inpe, as autorizações permitirão com que o órgão possa impor as sanções previstas às áreas desmatadas ilegalmente.

Modernização

“É incompreensível, pois esses Estados receberam R$ 220 milhões do governo federal para modernizar seus sistemas de licenciamento e fiscalização e agora apresentam esse resultado. Temos que ver o aconteceu”, afirmou Izabella Teixeira. A ministra telefonou para os três governadores para cobrar os compromissos assumidos. Mato Grosso e Amazonas já se comprometeram a fazer o levantamento. “Ao receber os números liguei imediatamente para eles, que disseram também não entender”, disse.

Análise preliminar dos técnicos do Ministério do Meio Ambiente revela que as novas áreas desmatadas estão vinculadas a expansão da pecuária, na maior parte, e da agricultura nesses Estados, afirmou a ministra.  “Está ocorrendo uma mudança no perfil das áreas desmatadas: Antes havia um desmatamento pulverizado. mas agora estão desmatando em grandes áreas”, acrescentou.  

O mapa do desmatamento nesses Estados mostra, também, um acréscimo na supressão de vegetação no entorno de áreas protegidas, principalmente terras indígenas. “É indício de esquentamento de madeira", avaliou a ministra. A estratégia, comum no desmatamento ilegal, consiste em autorizar uma área e desmatar além do permitido.

Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério do Meio Ambiente

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