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Meio Ambiente

Força-tarefa atua para salvar animais ameaçados por rompimento de barragem

Espírito Santo

ICMBio e Ibama transferem ninhos de tartarugas marinhas para áreas que não serão atingidas pela lama de mineração; situação de peixes é preocupante
por Portal Brasil publicado: 19/11/2015 13h20 última modificação: 19/11/2015 13h20
Divulgação/ ICMBio Ações do governo buscam preservas peixes, tartarugas e outras espécies atingidas por rompimento de barragem em Mariana

Ações do governo buscam preservas peixes, tartarugas e outras espécies atingidas por rompimento de barragem em Mariana

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro de Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), realizam, desde o início da semana, ações de emergência para proteger a fauna da região afetada pela catástrofe ambiental provocada pelo rompimento de barragem da mineradora Samarco.

Em Regência, no litoral capixaba, funcionários das duas instituições trabalham para transferir ninhos de tartarugas marinhas para áreas que não deverão ser atingidas diretamente pela onda de rejeitos de mineração.

Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar/ICMBio) faz o monitoramento das praias onde as tartarugas marinhas desovam e já removeu 33 ninhos das praias locais.

Outra ação realizada é a colocação de barreiras de contenção para evitar ou atenuar o possível avanço da lama para áreas de desova. No cordão arenoso da barra do Rio Doce o trabalho segue para manter os canais escavados que conduzirão a lama diretamente para a praia permanentemente abertos.

Peixes

O impacto à biodiversidade neste momento está concentrado nos peixes. O avanço da lama provavelmente está provocando a fuga dos peixes de superfície rio abaixo. Mas os peixes de fundo – como cascudos e bagres – não acompanham este movimento. ICMBio e Ibama definiram que será feita a captura de matrizes e a proteção dos tributários (rios de menor porte que desaguam em outros maiores).

A captura e o transporte de matrizes de espécies ameaçadas será realizada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental (CEPTA/ICMBio) com o objetivo de constituir um banco genético desta biodiversidade de peixes e iniciar de um processo de reprodução em cativeiro para viabilizar o repovoamento de trechos do rio.

Técnicos iniciaram a busca e o mapeamento dos rios que estão servindo de refúgio aos peixes de superfície em toda a extensão do Rio Doce, entre a cidade de Mariana e a foz em Regência (ES). A previsão para conclusão deste trabalho é 11 de dezembro e incluirá as recomendações de exclusão de pesca na região.

Também será realizada coleta e análise de material para verificar o impacto sobre os peixes em suas diversas fases de vida. Após esta etapa, será preparada uma avaliação geral sobre o estado de conservação da biodiversidade do rio e as recomendações para um plano de ações de conservação e recuperação da fauna do Rio Doce.

Fonte: Portal Brasil com informações do ICMBio

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