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Meio Ambiente

Com multas e ação na Justiça, governo responsabiliza mineradoras por tragédia

Desastre

Em conjunto com os governos de MG e ES, ação judicial pede criação de fundo de R$ 20 bilhões para recuperação do Rio Doce e ressarcimento dos prejuízos
por Portal Brasil publicado: 23/12/2015 10h11 última modificação: 02/03/2016 22h24

Além de R$ 250 milhões em multas aplicadas pelo Ibama, o governo federal acertou um acordo de recuperação do Rio Doce entre a União, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo e a mineradora Samarco. Serão investidos cerca de R$ 20 bilhões, em dez anos, em ações para a recuperação integral dos danos sociais, econômicos e ambientais na região da bacia. E mais R$ 4,1 bilhões para investimento em ações compensatórios em 15 anos. Desse total, R$ 4,4 bilhões serão depositados pela Samarco até 2018.

Saiba mais sobre ações do governo para responsabilizar as empresas:

Multa de R$ 250 milhões

No início de novembro, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multas que totalizam R$ 250 milhões à mineradora Samarco, empresa responsável pela barragem que rompeu em Mariana (MG).

No total, foram aplicadas cinco multas, cada uma de R$ 50 milhões, pelo lançamento de rejeitos em rios próximos em decorrência do rompimento das barragens e em razão dos prejuízos causados à biodiversidade.

Segundo Marilene Ramos, presidente do Ibama, o instituto continua analisando a situação ambiental da área atingida pelo desastre. De acordo com o Ibama, o rompimento das barragens lançou 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos em áreas vizinhas.

Fundo de R$ 20 bilhões

A presidenta Dilma Rousseff destacou em 2 de fevereiro que o Brasil está fazendo história ao assinar um acordo de recuperação do Rio Doce entre a União, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo e a mineradora Samarco. A região foi devastada pelo que é considerado o maior desastre ambiental do País, o rompimento da Barragem do Fundão em Mariana (MG), em novembro do ano passado.

Nos próximos três anos, as empresas vão depositar R$ 4,4 bilhões na conta da fundação, sendo R$ 2 bilhões em 2016 e 1,2 bilhão em 2017 e em 2018. De 2019 a 2021, o valor investido poderá variar entre R$ 800 milhões e R$ 1,6 bilhão por ano, a depender dos estudos e andamento dos projetos. No total, serão investidos cerca de R$ 20 bilhões em dez anos.

Saiba mais sobre as ações do governo:

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Fonte: Portal Brasil 

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