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Meio Ambiente

Ações em parceria vão estimular turismo no "Pantanal Alagoano"

Destinos domésticos

Objetivo é transformar a área entre os municípios de Penedo, Piaçabuçu e Feliz Deserto em um polo de turismo gastronômico, científico e ecológico
por Portal Brasil publicado: 15/03/2016 13h30 última modificação: 16/03/2016 11h04
Foto: Governo de Alagoas A Área de Proteção Ambiental (APA) da Marituba do Peixe, também conhecida como “Pantanal Alagoano"

A Área de Proteção Ambiental (APA) da Marituba do Peixe, também conhecida como “Pantanal Alagoano"

A Área de Proteção Ambiental (APA) da Marituba do Peixe, também conhecida como “Pantanal Alagoano”, está prestes a receber um plano de desenvolvimento turístico. O documento está sendo elaborado por instituições que compõem o Conselho Gestor da APA, como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o Sebrae/AL e o governo de Alagoas. A previsão é de que o plano seja executado por dez meses e contribua para tornar a região da várzea – situada entre os municípios de Penedo, Piaçabuçu e Feliz Deserto, todos em Alagoas – um importante polo de turismo gastronômico, científico e ecológico.

A proposta que está em discussão pelos conselheiros prevê a implantação e a melhoria de serviços e equipamentos turísticos, como restaurantes, bares e roteiros de atividades. Também está sendo discutida a criação de indicadores de resultados para monitoramento das ações.

O plano vai valorizar as tradições culturais locais, que incluem as casas de farinha e os produtos típicos da culinária regional, como a famosa macazada e o pirão de galinha velha. Para isso, a proposta prevê a criação de incentivos que deem suporte ao patrimônio cultural material e imaterial, a realização de mapeamento das potencialidades naturais e o diagnóstico da infraestrutura existente.

De acordo com o diretor da Área de Revitalização da Codevasf, Eduardo Motta, o desenvolvimento do ecoturismo na região requer a implantação de corredores ecológicos. “A formação desses corredores deve se dar principalmente por meio da substituição gradativa da cana-de-açúcar existente nas margens da várzea da Marituba por matas ciliares, para recomposição da biodiversidade. Um exemplo desse tipo de trabalho é o que foi feito no município de Feliz Deserto, ao longo da margem da várzea da Marituba, pela usina Coruripe”, explica.

“A usina [de açúcar e álcool] substituiu ações econômicas dentro da várzea por ações ambientais, com recomposição de matas ciliares e com Reservas Particulares de Patrimônio Natural”, acrescenta Motta. 

Potencial turístico

No local, já há moradores da região que geram renda a partir das oportunidades turísticas. A família da agente de saúde Aldilene Santos, por exemplo, mantém um restaurante rural no povoado Capela, dentro da APA da Marituba do Peixe. Aldilene diz que sempre reconheceu o potencial turístico da região e aposta que a elaboração do plano de desenvolvimento turístico fará com que esse potencial se transforme em mais renda para as comunidades.

“O plano permitirá maior divulgação da APA da Marituba. Com o apoio de Sebrae, Codevasf e outros membros do Conselho Gestor, esse será um ponto muito positivo para que as pessoas possam comercializar seus produtos”, avalia Aldilene, que  integra o Conselho da APA como representante dos povoados Capela e Riacho do Pedro.

O Sebrae/AL é um dos principais parceiros envolvidos na elaboração do Plano de Desenvolvimento do Turismo da APA da Marituba do Peixe. Para o gerente do escritório regional do Sebrae em Penedo, Antônio Carlos Pires, a várzea possui a importância social, econômica e ambiental própria para o desenvolvimento de econegócios.

“Estamos unidos a todos esses parceiros para o desenvolvimento dessa área e para que a população tenha maior qualidade de vida preservando o meio ambiente. Estamos fazendo um diagnóstico para traçar os objetivos com os parceiros em um plano de trabalho de cooperação técnica em que cada um cumpra o seu papel para o desenvolvimento econômico da Marituba”, aponta o gerente do Sebrae.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Codevasf

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