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Meio Ambiente

Nordeste e parte do Norte devem ter menos chuvas no próximo trimestre

MCTI

As temperaturas têm maior probabilidade de variar entre valores normais e acima da média em quase todo o Brasil
por Portal Brasil publicado: 24/03/2016 10h00 última modificação: 29/03/2016 11h18
Foto: MCTI Segundo o documento, existe uma probabilidade maior de que haja um volume de chuvas abaixo da normal climatológica na faixa que vai do norte do Pará ao leste da Bahia

Segundo o documento, existe uma probabilidade maior de que haja um volume de chuvas abaixo da normal climatológica na faixa que vai do norte do Pará ao leste da Bahia

O Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) divulgou, nesta quarta-feira (23), a previsão climática para os meses de abril, maio e junho deste ano Segundo o documento, existe uma probabilidade maior de que haja um volume de chuvas abaixo da normal climatológica na faixa que vai do norte do Pará ao leste da Bahia. 

Segundo o meteorologista Gilvan Sampaio de Oliveira, a área sofre forte influência do fenômeno El Niño e do aumento da temperatura do Oceano Atlântico. O período do outono – no qual está inserido o trimestre da previsão – representa a estação chuvosa do Nordeste. 

"São dois fatores que atuam conjuntamente. O El Niño influencia na região Norte e no nordeste da região Nordeste. A parte leste do Nordeste é influenciada pela temperatura mais alta do Atlântico. Mas ambos tendem a diminuir o volume de chuvas", explicou o pesquisador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), que faz parte do GTPCS. 

Na parte mais ao sul de Mato Grosso do Sul e em toda a região Sul, as previsões indicam que o total pluviométrico ficará acima da média histórica. Nas demais áreas do Brasil, há baixa previsibilidade para o trimestre de abril a junho, o que implica em igual probabilidade de as chuvas ficarem acima, abaixo ou na média. 

El Niño 

O fenômeno El Niño vem perdendo força no Pacífico Equatorial, principalmente na área mais próxima à costa oeste da América do Sul. Por outro lado, houve variações positivas na temperatura nas porções central e oeste do Pacífico Equatorial nas últimas quatro semanas. Diante disso, o fenômeno ainda pode influir na distribuição de chuvas sobre o Brasil nos próximos meses. 

Há ainda a oscilação sul do El Niño, conhecida como ENOS. Essa variação do fenômeno pode influenciar na ocorrência de chuvas sobre o norte da Região Nordeste e toda a Região Sudeste. Na primeira área, o ENOS pode inibir as chuvas, enquanto na segunda, ele pode estabelecer o fim da estação chuvosa. 

Temperatura 

As temperaturas têm maior probabilidade de variar entre valores normais e acima da média em quase todo o Brasil. Além disso, o grupo de trabalho destacou o aumento de incursões de massas de ar frio no território nacional no decorrer do trimestre, devido à chegada do outono. Isso pode levar a uma queda acentuada das temperaturas no centro-sul do Brasil. 

"A média pode ficar mais alta porque ainda há influência das temperaturas do verão. Mas, com o início do outono, as massas de ar frio começam a penetrar no território do Brasil. Por isso, as temperaturas devem cair. A média de temperatura pode ficar acima da média por conta da influência do verão", disse Gilvan Sampaio de Oliveira. 

Fazem parte do GTPCS/MCTI o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), todas entidades vinculadas ao MCTI. A previsão por consenso é baseada na análise das condições diagnósticas oceânicas e atmosféricas globais e de modelos e estatísticos de previsão climática sazonal.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTI

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