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Saúde

Governo libera mais de R$ 1 milhão para projetos de prevenção à aids

por Portal Brasil publicado: 07/04/2010 18h51 última modificação: 28/07/2014 11h50

O Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, liberou R$ 1,2 milhão para projetos que estimulem o diagnóstico e a prevenção à aids, hepatite e a outras doenças sexualmente transmissíveis durante as paradas gays promovidas em todo o País pela Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT), este ano.

Cada projeto pode contar com até R$ 25 mil. As entidades interessadas em participar deverão preencher o formulário e seguir as exigências do edital, no site www.aids.gov.br, que inclui como uma das exigências, a necessidade de a instituição ter um histórico de trabalhos desenvolvidos com medidas de prevenção. As inscrições podem ser feitas até 19 de abril, e o resultado está previsto para 7 de maio.

O assessor técnico do Departamento de DST Gil Casimiro explica o fato de priorizar as ações de prevenção dos projetos em grupos LGBT. “Esse grupo ainda é bastante vulnerável à transmissão do HIV. A campanha visa a trabalhar com medidas de prevenção às ações desenvolvidas nas passeatas e, principalmente, destacar a importância dos cuidados. O grande problema hoje é o diagnóstico tardio da doença”.

Casimiro diz ainda que todas as ações desenvolvidas no departamento de DST contam com participação da sociedade nas discussões em grupo, que se articulam em todo o País.

A presidente da ONG Vhivendo Positivo, Anelise Giaconimi, avalia a iniciativa como elemento fundamental no combate à disseminação do vírus HIV. “Prevenir é fundamental, mas é preciso conscientizar os portadores do risco da transmissão e do cuidado em ter uma vida sexualmente ativa, informando o parceiro o fato de ser portador. Muitos casos de transmissão, acontecem na omissão do parceiro que não revela o fato de ter o vírus”.

A instituição presidida por Anelise atende a 108 pessoas em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, que inclui crianças e adultos. O trabalho tem como objetivo atuar junto com as famílias nas formas de transmissão do vírus. A finalidade é ajudar o portador a conviver socialmente, tendo uma vida sexualmente ativa sem transmitir o vírus. 

Fonte:
Agência Brasil



 

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