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Saúde

Desmatamento na Amazônia cai 48% entre agosto de 2009 e abril de 2010

por Portal Brasil publicado: 08/06/2010 12h28 última modificação: 28/07/2014 11h51
Divulgação/MDA Em relação a agosto deste ano, no mês de setembro foi registrada queda de 45,9% no número de alertas de desmatamento

Em relação a agosto deste ano, no mês de setembro foi registrada queda de 45,9% no número de alertas de desmatamento

Dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam uma queda acumulada no desmatamento da Amazônia de 48% entre agosto de 2009 e abril de 2010, em relação ao mesmo período anterior.


Os dados, divulgados nesta segunda-feira (7), pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, mostra, que pesar da queda, nos meses de março e abril deste ano, o desmatamento foi 49 km² maior que nos mesmos meses do ano passado. Os dois meses tiveram registrado 52km² cada um. No ano passado, março teve o índice de 18km² e abril 37 km².


Para a ministra, esse aumento se deve à redução da quantidade de nuvens que cobriam a região amazônica. Neste ano, a visibilidade da floresta era cerca de 25% maior que a do ano passado. “À primeira vista, esse é o principal fator do aumento dos números. Não registramos nenhuma pressão nova, nenhum fator novo que pudesse provocar um aumento do desmate na região”, explicou.

 

A Comissão Interministerial de Combate a Crimes e Infrações Ambientais (Ciccia) começa nesta semana a executar o plano de ação para conter o desmatamento da Amazônia no chamado “período de broca”, época do ano com grande tendência ao desmatamento devido à redução da quantidade de chuva na região norte.

 

“O planejamento para este período foi montado em dezembro do ano passado, com previsões de onde estão localizadas as áreas mais críticas para o desmatamento”, explicou o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo.

 

Pantanal

O Ministério do Meio Ambiente divulgou, também, os dados de desmatamento do Pantanal. Entre os anos de 2002 e 2008, foi desmatada no bioma uma área de 4.279 km², o equivalente a 2,82% da área total que é de 151.313 km². A taxa média anual de desmatamento registrada nestes sete anos foi de 713 km², ou 0,47%.


O mapeamento da área desmatada foi realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que levou em consideração somente os limites do bioma Pantanal, desconsiderando a área da Bacia do Alto Paraguai, uma vez que as nascentes do Rio Paraguai se encontram nos domínios do bioma Cerrado.

 

Depois da Amazônia e do Cerrado, o Pantanal é o terceiro bioma brasileiro a ter o monitoramento do desmatamento divulgado. Na sequência, serão apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente os números do Pampa e da Mata Atlântica. A previsão é de que até o final do ano sejam divulgados os dados de todos os biomas brasileiros relativos ao período 2008/2009.

 

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entre as principais causas para o desmatamento no Pantanal estão a produção de carvão vegetal, para a abastecer a siderúrgica de Corumbá, e a expansão de áreas para pastagem. Uma outra causa apontada é o avanço na área de investidores externos.

 

De acordo com Luciano Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, para combater o desmatamento no Pantanal, estão previstas, até o final do ano, 10 operações estratégicas em áreas onde a pressão se apresenta maior.

 

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

Saiba mais sobre desmatamento no Portal Brasil.

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