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Saúde

Brasil produzirá medicamento para doença de Gaucher com base biotecnológica

por Portal Brasil publicado: 28/09/2010 18h13 última modificação: 28/07/2014 11h51

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (28) acordo no valor de R$ 1,25 bilhão para transferência de tecnologia na área de biotecnologia entre a multinacional americana Pfizer, a israelense Protalix e o próprio ministério, através do laboratório público Biomanguinhos. Com o convênio, em cinco anos o medicamento para tratamento da doença de Gaucher, o taliglucerase alfa, poderá ser produzido pelo laboratório brasileiro. 

A Pfizer detém os direitos comerciais do produto em todo o mundo, exceto em Israel. O valor do acordo representa o total utilizado para tratamento dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde SUS (R$ 250 milhões por ano). O convênio garante aquisição do produto, transferência de tecnologia e deve gerar economia de R$ 70 milhões aos cofres públicos em cinco anos.

Na opinião do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, “o mais importante dessa parceria é o tipo de conhecimento embutido. O taliglucerase alfa é uma enzima, ou seja, produzido por processo biológico. A partir do domínio dessa plataforma de produção, o Brasil se capacita a produzir outros produtos do gênero”, afirma.

A produção do medicamento no Brasil é estratégica para o tratamento dos pacientes diagnosticados com a doença de Gaucher. Até agosto, o único medicamento com registro no Brasil que poderia atender esses pacientes era a imiglucerase, mas o fabricante anunciou suspensão temporária da fabricação do remédio depois de contaminação de seus equipamentos por um vírus. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização antecipada de compra e distribuição da taliglucerase alfa. A expectativa é que o registro final ocorra em fevereiro.


Transferência de tecnologia

Segundo Reinaldo Guimarães, secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde outras negociações estão em curso com empresas americanas, como, por exemplo, com a MSD (Merck & CO.), dona da tecnologia do medicamento Raltegravir, introduzido no coquetel contra Aids oferecido pelo SUS em 2009. 

Outras três parcerias público-privadas foram anunciadas nesta terça-feira (28): produção e fabricação de medicamentos para esclerose múltipla, antiasmáticos e imunosupressores. 


Fonte:
Ministério da Saúde

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