Saúde
Total de partos no Brasil cai 10%, diz pesquisa da Saúde
O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (14) os resultados da Saúde Brasil 2009, publicação lançada anualmente pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). Este ano, o Saúde Brasil apresenta os temas relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
No capítulo “Como nascem os brasileiros”, o estudo apontou queda de 10% no total de nascimentos no Brasil. A maior redução (93% do total) está concentrada nos grupos etários de 15 a 19 e de 20 a 24 anos. A redução foi verificada em quase todas as regiões brasileiras, com exceção da Norte, que apresentou aumento de 8,2% entre os anos de 2000 e 2008. O crescimento pode ser atribuído à melhoria da cobertura do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), ampliada de 88% para 92% no País, e não necessariamente a um aumento real da natalidade na região.
A fecundidade do Brasil como um todo ainda é muito precoce: do total de partos registrados em 2007, 20% foram de mães com idades entre 15 e 19 anos e 29%, na faixa dos 20 aos 24. As regiões Norte e Nordeste são as que têm o maior número de partos nas faixas etárias mais jovens.
“Mas esta é uma realidade que começa a mudar. A partir de 2003, aumentou a idade média das mães no momento do parto, revertendo a tendência de aumento da fecundidade nas mulheres muito jovens observada nas décadas anteriores”, afirma o diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde, Otaliba Libânio Neto.
O estudo verificou crescimento no total de partos de mães com idades entre 25 a 34 anos a partir de 2003. No ano seguinte, esse aumento migrou para as faixas etárias mais avançadas. Com isso, a idade média das mães brasileiras aumentou de 25,1 anos em 2000 para 25,7 em 2007. O fenômeno ocorre especialmente no Sul e Sudeste, onde as proporções de nascimentos de mães com idades entre 30 e 39 anos são superiores as das demais regiões do País.
Pré-Natal
Entre 2000 e 2007, houve aumento da proporção de mães com sete ou mais consultas de pré-natal. “Subiu de 43,7% para 55,8%, o que indica melhoria na atenção à saúde materno-infantil no país”, revela Otaliba Neto. No Sul e Sudeste, essa taxa passou de 52% (em 2000) para 69% e 72%, respectivamente, em 2007. No Centro-Oeste, de 51% para 62%. No Norte, foi detectada a menor variação, com aumento de 31% para 40%.
Enquanto 79% das mães com 12 anos ou mais de estudo fazem sete ou mais consultas; o percentual cai para 37% das mulheres com 1 a 3 anos de estudo e 27% sem nenhum estudo. Uma em cada três mães (cerca de 30%) sem nenhum estudo fizeram, no máximo, três consultas em 2007.
Cesarianas
A escolaridade das mães também tem relação direta com o número de cesarianas realizadas no Brasil, que passaram de 38% a 47% de 2000 para 2007. Enquanto o menor número está entre mães com baixo nível de escolaridade e nas regiões Norte (15%) e Nordeste (17%), as maiores proporções são entre mães com 12 anos ou mais de estudo das regiões Sudeste (76%), Sul (75%) e Centro-Oeste (77%).
Fonte:
Ministério da Saúde
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