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Saúde

Transmissão de HIV de mãe para filho caiu 44,4% nos últimos dez anos

por Portal Brasil publicado: 01/12/2010 17h22 última modificação: 28/07/2014 11h53

De acordo com o Boletim Epidemiológico Aids/DST do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (1º), a transmissão vertical de HIV (de mãe para filho) caiu 44,4% entre os anos de 1999 e 2009. Já em relação aos jovens, a pesquisa diz que há tendência de crescimento do HIV, embora a classe tenha elevado conhecimento sobre prevenção da Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

O levantamento foi feito com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos . Segundo a pesquisa, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da Aids: prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo. 

O resultado positivo para o HIV está relacionado, principalmente, ao número de parcerias (quanto mais parceiros, maior a vulnerabilidade), coinfecção com outras doenças sexualmente transmissíveis e relações homossexuais. O estudo é representativo da população masculina brasileira nessa faixa etária e revela um retrato das novas infecções.

Atento a essa realidade, o governo brasileiro tem desenvolvido e fortalecido diversas ações para que a prevenção se torne um hábito na vida dos jovens, como a distribuição gratuita de preservativos e o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). O Ministério da Saúde também atua na ampliação do diagnóstico do HIV/Aids, que é uma medida de prevenção, já que as pessoas que conhecem a sua sorologia podem se tratar para evitar novas infecções. Em quatro anos (2005 a 2009), o número de testes de HIV distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou, passando de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades. Da mesma forma, o percentual de jovens sexualmente ativos que fizeram o exame aumentou: de 22,6%, em 2004, para 30,1%, em 2008. 


Aids no Brasil

Os novos números da Aids como doença já manifesta no Brasil, atualizados até junho de 2010, contabilizam 592.914 casos registrados desde 1980. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de Aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença. 

Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Esse aumento proporcional do número de casos de Aids entre mulheres pode ser observado pela razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres). Em 1989, a razão de sexos era de cerca de 6 casos de Aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres. A faixa etária em que a Aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 20 a 59 anos de idade. 

Em números absolutos, é possível ver a redução expressiva de casos de Aids em menores de cinco anos: 954 casos, em 1999, para 468, no ano passado. Quando todas as medidas preventivas são adotadas, a chance de transmissão vertical cai para menos de 1%. Às gestantes, o Ministério da Saúde recomenda o uso de medicamentos antirretrovirais durante o período de gravidez e no trabalho de parto, além de realização de cesárea para as mulheres que têm carga viral elevada ou desconhecida. Para o recém-nascido, a determinação é de substituição do aleitamento materno por fórmula infantil (leite em pó) e uso de antirretrovirais.

O coeficiente de mortalidade vem-se mantendo estável no País, a partir de 1998 (em torno de 6 óbitos por 100 mil habitantes). Observa-se queda no Sudeste, estabilização no Centro-Oeste e Sul. Norte e Nordeste registram queda no número de óbitos. 

Mais informações estão disponíveis no hotsite da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids, lançada pelo Ministério da Saúde em 2010.


Fonte:
Ministério da Saúde

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