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Saúde

Ministério acompanha investigação sobre mortes de peixes na Baía de Paranaguá

por Portal Brasil publicado: 04/01/2011 18h51 última modificação: 28/07/2014 12h47

Representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da Defesa Civil do Porto de Paranaguá e da Prefeitura local tentam descobrir a causa da morte de peixes na Baía de Paranaguá, Paraná. Desde a quinta-feira (30), mais de 100 toneladas de animais mortos foram recolhidos na baía após aparecerem boiando na região e nos arredores das ilhas de Antonina. 

A Secretaria Municipal de Saúde informou que não houve registro de pessoas intoxicadas, mas a recomendação ainda é que ninguém consuma pescado ou frutos do mar da região.

O Superintendente Federal da Pesca e Aquicultura do Paraná, José Wigineski, afirma que o órgão está acompanhando pessoalmente o ocorrido. Segundo ele, é preocupante a situação dos pescadores da região, porque eles tiram seu sustento da baía. “Precisamos saber com a máxima urgência a causa deste desastre, é preciso saber também quem vai ressarcir o prejuízo dos pescadores e de suas famílias. Estamos atentos, não podemos num momento como esse ficar de braços cruzados”, afirmou.


Hipóteses

Entre as hipóteses levantadas pelos técnicos dos órgãos envolvidos, está o derramamento de produtos químicos, desequilíbrio ambiental devido a falta de oxigenação na água em razão das altas temperaturas ou até mesmo Maré Vermelha, fenômeno causado por algas com toxinas. Pesquisadores do Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal do Paraná recolheram amostras da água para análise.

Cerca de 80% das espécies encontradas mortas foram de sardinhas xingós, oriundas do fundo do oceano, além de bagres e corvinas. Segundo Armindo Ferreira Lopes, Presidente da Colônia Pesqueira Z 2 de Guaraqueçaba, já começaram a aparecer peixes mortos também no município. “Infelizmente até botos encontramos mortos, não sabemos o que está acontecendo”, disse. 

Os municípios afetados contam com mais de quatro mil pescadores cadastrados no Registro Geral da Pesca. Em Paranaguá são 1.163, em Antonina 1.092 e em Guaraqueçaba são 1.777 pescadores registrados.


Fonte:
Ministério da Pesca e Aquicultura

 

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