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Saúde

Mais de 40% dos brasileiros acham serviços do SUS regulares, diz Ipea

por Portal Brasil publicado: 09/02/2011 15h58 última modificação: 28/07/2014 12h48

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira (9), em Brasília, os resultados  do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) com o tema “saúde”. De acordo com a pesquisa, 42,6% dos brasileiros classificaram os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como regulares, enquanto 28,9% se declararam satisfeitos e 28,5% insatisfeitos.

O estudo ouviu 2.773 pessoas entre os dias 3 e 19 de novembro de 2010. O objetivo era avaliar a percepção da população sobre serviços prestados pelo SUS. A pesquisa incluiu também perguntas sobre planos e seguros privados de saúde.

Entre os que tiveram alguma experiência com o SUS nos últimos 12 meses, a proporção de opiniões de que os serviços são muito bons ou bons foi maior (30,4%) do que entre os que não usufruíram dos serviços (19,2%) no período.

Segundo o estudo do Ipea, a proporção de opiniões de que os serviços prestados são ruins ou muito ruins é maior entre os entrevistados que não tiveram experiência com o SUS (34,3%), em comparação com os que tiveram alguma experiência nos últimos 12 meses (27,6%). Em ambos os grupos, predominam as avaliações do SUS como regulares.


Demandas e atendimento

Sobre o atendimento em centros e postos de saúde, quase metade dos entrevistados (46,9%) sugeriu que o número de médicos fosse aumentado. No atendimento por médicos especialistas, 37,3% dos entrevistados fizeram a mesma sugestão. O percentual é semelhante ao de pessoas que cobraram o mesmo em serviços de urgência e emergência (33%).

Outras melhorias sugeridas pelos entrevistados incluem a redução do tempo de espera para atendimento em centros e postos de saúde, e a redução do tempo de espera entre a marcação da consulta e a visita ao médico.


Saúde da Família

De acordo com os dados, 80,7% dos entrevistados que tiveram seu domicílio visitado por algum integrante do Saúde da Família afirmaram que o atendimento prestado é muito bom ou bom, enquanto 5,7% dos entrevistados disseram que o atendimento é ruim ou muito ruim. A pesquisa também aponta que a distribuição gratuita de medicamentos foi qualificada como muito boa ou boa por 69,6% dos entrevistados e como ruim ou muito ruim por 11%.

Já o atendimento prestado em centros e postos de saúde recebeu a menor proporção de qualificações como muito bom ou bom (44,9%) e a maior proporção de qualificações como ruim ou muito ruim (31,1%). Em relação aos serviços de urgência ou emergência, 48,1% dos entrevistados consideraram que o atendimento é muito bom ou bom e 31,4% qualificaram como ruim ou muito ruim.


Planos de saúde

A pesquisa também ouviu pessoas que pagam planos de saúde. As principais razões citadas para aderirem ao segmento da saúde suplementar foram: maior rapidez para consultas ou exames (40%); ser um benefício fornecido gratuitamente pelo empregador (29,2%); maior liberdade para escolha do médico que fará o atendimento (16,9%).

Já o principal problema apontado pelos entrevistados em planos de saúde é o preço da mensalidade (39,8%), seguida pelo fato de algumas doenças ou procedimentos não serem cobertos pelo plano (35,7%).


Fonte:
Agência Brasil

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