Saúde
Saúde distribui rádios com placas solares para facilitar comunicação entre indígenas
A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) comprou 80 rádios para formar uma rede de comunicação entre o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de Porto Velho (RO), as aldeias e os pólos-base. Do total de aparelhos, 55 possuem placas solares e serão utilizados em aldeias sem energia elétrica. Antes, a comunicação era feita somente pessoalmente, chegando a levar dias. Para comprar e instalar os equipamentos foram investidos R$ 466 mil.
Os novos rádios são programados para operar exclusivamente em frequência HF, a mesma usada para radiodifusão, assim como comunicações com aviões, embarcações, serviços militares, etc. Devido à característica do comprimento de onda, as transmissões podem se propagar até grandes distâncias. A comunicação por rádio é a única forma de diálogo disponível em muitas localidades, onde não há sinal de celular, nem linhas fixas.
Para o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves de Souza, a ação é estratégica na reestruturação do subsistema de atenção a saúde indígena, e vai facilitar o trabalho dos profissionais de saúde. “Se colocarmos uma equipe de saúde para atuar, sem uma estrutura de comunicação, ela já começa deficiente. Por isso a importância de ações como a compra desses rádios”.
O Dsei de Porto Velho atende uma população indígena de 10.079 habitantes. Em 42 aldeias do distrito, o acesso é feito somente por via fluvial, com deslocamento que dura, em média, 10 horas. De acordo com a chefe do Dsei de Porto Velho, Lindalva Coutinho de Queiroz, a medida agilizará o atendimento nas aldeias quando, por exemplo, um índio precisar de atendimento de emergência, ou quando acontecer um imprevisto, como um carro atolado . “A medida reforça a importância dos rádios na comunicação, para nos ajudar na logística desses atendimentos em que o tempo é fundamental”, destacou.
Na primeira fase de instalação, foram entregues recentemente 25 equipamentos movidos a energia elétrica para os pólos-base de Ji-Paraná (RO), Alta Floresta (MT), Humaitá (AM), Guajará Mirim (RO) e Porto Velho (RO).
Fonte:
Ministério da Saúde
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