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Saúde

Brasil não deve adotar barreiras para alimentos do Japão, diz Anvisa

por Portal Brasil publicado: 22/03/2011 18h05 última modificação: 28/07/2014 12h50

O Brasil não adotará, no momento, medidas proibitivas para a importação de produtos alimentícios japoneses. É o que aponta informe publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (22).

De acordo com o informe, a última importação de produtos alimentícios japoneses feita para o Brasil foi em fevereiro de 2011, data anterior ao acidente radionuclear ocorrido naquele país. Além disso, essa importação foi apenas de misturas e pastas para preparação de produtos de padaria, pastelaria e da indústria de bolachas e biscoito, categoria de alimentos sem indícios de contaminação com radionuclídeos no momento.

“Temos uma margem de segurança, pois historicamente compramos apenas alimentos embalados do Japão e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a radioatividade não contamina esse tipo de produto”, afirma Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa. Em 2010, também só entraram no Brasil alimentos japoneses classificados como misturas e pastas para preparação de produtos de padaria, pastelaria e da indústria de bolachas e biscoito.

De acordo com a diretora da Anvisa, as autoridades sanitárias japonesas se comprometeram a retirar do mercado todos alimentos com níveis de radionuclídeos superiores aos limites estabelecidos pela Comissão de Segurança Nuclear no Japão como seguros para o consumo humano. “Mesmo assim, continuaremos a acompanhar investigações realizadas pelas autoridades sanitárias internacionais e as importações brasileiras de produtos japoneses, a fim de subsidiar continuamente o posicionamento da agência sobre o caso”, explica Maria Cecília.

A Comunidade Européia e os Estados Unidos adotaram postura semelhante a do Brasil: no momento,  não proibiram a importação de produtos japoneses. Mas realizarão o monitoramento desses alimentos nos pontos de entrada desses países.

 

Radiação ionizante

Quando certos átomos se desintegram, há liberação de um tipo de energia chamada radiação ionizante. Essa energia pode se propagar por meio de ondas eletromagnéticas ou por meio de partículas e contaminar o solo, a água e os alimentos.

Os átomos que emitem radiação são chamados de radionuclídeos, sendo o iodo radiotivo e o césio os que representam maior risco à saúde. De modo geral, os efeitos mais preocupantes ocorrem a longo prazo e incluem aumento do risco de câncer de tireóide e leucemia.

  

Fonte:
Anvisa

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