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Saúde alerta que dengue tipo 4 não é mais grave que as outras formas da doença

por Portal Brasil publicado: 24/03/2011 19h52 última modificação: 28/07/2014 12h50

A dengue tipo 4, que voltou a circular no Brasil após 30 anos, não é mais grave que os outros tipos já constados no País. É o que afirmou o Ministério da Saúde nesta quinta-feira (24), a respeito da informação de que o ressurgimento do vírus representaria um risco maior para a população que as outras três variações mais comuns por aqui. O ministério alerta no entanto que, devido ao longo período em que o vírus da dengue 4 não ocorreu no País, a maior parte dos brasileiros não possui imunidade para este tipo da doença. 

Isso porque ter um tipo de dengue não imuniza o paciente contra os outros tipos. “Quem teve dengue tipo 1 nunca mais será infectado pelo vírus Denv-1. Mas poderá contrair os outros três sorotipos”, explicam os técnicos da pasta. 

Ainda segundo o Ministério da Saúde, a dengue tipo 4 circula há vários anos em países do Caribe e da América Latina, como a Venezuela, que faz fronteira com o Brasil. Por isso, dizem os técnicos, era esperado que, em algum momento, a doença pudesse reaparecer no território nacional.

 

Não há registro de epidemia de dengue 4, diz Saúde 

“Provavelmente, o vírus tipo 4 será detectado em outros estados onde há transmissão da dengue, pois ele só circulou em um estado da região Norte, há três décadas”, afirma o ministério. Mas esclarece que, até o momento, não há registro de epidemias de dengue, em nenhum estado brasileiro, que esteja relacionada, exclusivamente, ao vírus Denv-4. 

“O sorotipo mais prevalente, desde o ano passado, é o Denv-1. É este o principal responsável pelas epidemias registradas até o momento, como no Acre e no Amazonas”. 

Essa situação é compatível com o comportamento que o Denv-4 vem apresentando nas últimas décadas, em vários outros países das Américas, pois este sorotipo não tem produzido, isoladamente, epidemias, como os outros três sorotipos que já circulam no País, desde 1986. 

Essa detecção não altera em nada as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Dengue, pois a prevenção das epidemias, independentemente do sorotipo viral, é realizada da mesma maneira: por meio das medidas para acabar com os criadouros do mosquito transmissor.  

Por isso, o Ministério da Saúde vem alertando, desde julho do ano passado, que os estados e municípios devem reforçar a vigilância epidemiológica, as ações de combate ao vetor e a assistência adequada aos pacientes, para evitar casos graves e mortes.

 

Casos suspeitos e confirmados 

Segundo o Ministério da Saúde, desde agosto do ano passado até o dia 26 de fevereiro, teriam sido confirmados 11 casos de pessoas infectadas pelo vírus nos estados do Amazonas; 3 no Pará; e 4 em Roraima.  

Depois de 26 de fevereiro, o sorotipo 4 foi identificado no Piauí (1 caso), na Bahia (2) e, nesta quarta-feira 23 de março, no Rio de Janeiro (2). Essas são informações das secretarias estaduais de Saúde dos estados. 

O Ministério da Saúde ainda considera esses casos suspeitos, pois, conforme a praxe, aguarda exames confirmatórios, que estão sendo realizados pelo laboratório nacional de referência para dengue, como o Instituto Evandro Chagas (Belém-PA)”, afirmam os técnicos.

 

Precauções 

É importante destacar que os sintomas de uma pessoa infectada por qualquer sorotipo da dengue são absolutamente os mesmos. Acontece que sucessivas infecções por qualquer um dos sorotipos aumentam a chance de a pessoa ter a forma grave da doença e, consequentemente, morrer. 

Qualquer pessoa que tenha suspeita de dengue deve tomar bastante água e evitar remédios à base de ácido acetilsalicílico, como a Aspirina, o Bufferin ou Somalgin. 

Os sintomas da doença podem variar, mas geralmente incluem dor de cabeça, dores musculares, nas articulações e no fundo dos olhos, além de febre. O paciente deve dirigir-se imediatamente a um hospital ou posto de saúde. 

Os mosquitos transmissores da dengue são chamados Aedes aegypti (aēdēs é uma palavra grega que significa “odioso” e ægypti vem do latim e quer dizer “do Egito”). Ao contrário de outros mosquitos, são ativos e picam durante o dia, principalmente na região dos tornozelos.

 

Fonte:
Ministério da Saúde

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