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Saúde

Anvisa alerta para riscos do consumo da "ração humana"

por Portal Brasil publicado: 07/06/2011 17h57 última modificação: 28/07/2014 12h52

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um informe técnico alertando pessoas que substituem refeições pelo consumo da chamada “ração humana”. De acordo com a agência, os consumidores desses produtos colocam a saúde em risco, uma vez que eles não fornecem todos os nutrientes necessários para uma alimentação adequada. O documento foi publicado no último dia 20. 

As formulações alimentares, popularmente conhecidas como “ração humana”, são compostas geralmente por uma mistura de diferentes cereais, farinhas, farelos, fibras e outros ingredientes, como guaraná em pó, gelatina em pó, cacau em pó, levedo de cerveja, extrato de soja, linhaça e gergelim.  

Segundo a diretora da agência, Maria Cecília Brito, “a substituição de refeições sem a orientação de profissionais de saúde pode gerar danos, como a anemia, devido à carência de nutrientes”. Maria Cecília ainda diz que “o consumo de produtos com alto teor de fibras, como misturas de cereais, farinhas e farelos, deve estar inserido no contexto de uma alimentação diversificada e saudável”. 

O informe técnico da Anvisa ainda destaca que a expressão “ração humana” não pode ser utilizada como denominação de venda desses produtos porque pode gerar dúvidas nos consumidores, uma vez que não indica a verdadeira natureza e característica desse alimento. Além disso, alegações de propriedades medicamentosas, terapêuticas e relativas a emagrecimento não podem constar do rótulo ou material publicitário do produto. “Não é permitida, na formulação de alimentos, a utilização de substâncias farmacológicas e fitoterápicas, tais como ginseng, ginkgo biloba e sene”, diz Maria Cecília. 

A empresa que desejar comercializar produtos com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde deve solicitar registro junto à Anvisa. Durante o processo de análise do pedido de registro, a agência irá verificar a segurança e eficácia. Além disso, a empresa terá que comprovar que o produto realmente cumpre o que promete. Apenas depois de conseguir o registro, o alimento poderá ser colocado a venda. 

As empresas que não cumprirem as exigências estão sujeitas a pagar multas de até R$ 1,5 milhão.

 

Fonte:
Anvisa
Agência Brasil

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