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Saúde

Governo analisa a possibilidade de deixar de usar recursos do Fundo Global contra Aids

por Portal Brasil publicado: 29/06/2011 17h31 última modificação: 28/07/2014 12h53

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, disse que a tendência do governo é não solicitar mais nenhum recurso do Fundo Global contra Aids, Tuberculose e Malária — organismo que financia atualmente projetos na área de saúde em 140 países. Os recursos são provenientes de doações de pessoas, governos e empresas no mundo inteiro.

“Queremos discutir se esses recursos poderiam ser valiosos para a sociedade civil mas, do ponto de vista do governo, nós podemos suprir esses recursos com o orçamento próprio do Ministério da Saúde”, acrescentou Barbosa.

Atualmente, o Brasil desenvolve um projeto contra a tuberculose, que recebe US$ 27 milhões do fundo. O programa brasileiro, que começou em 2007, terminará em maio de 2012. De acordo com o Ministério da Saúde, os recursos do Fundo Global hoje são utilizados fundamentalmente para a melhoria da participação da sociedade civil, com ações de treinamento, de expansão e de estratégia.

O fim do pedido de ajuda ao fundo pode marcar o início de um período em que o Brasil passará a ser mais financiador do que recebedor de recursos dos organismos internacionais na área da saúde. Para Jarbas Barbosa, apesar de ainda receber recursos do Fundo Global, o País já age como doador. Ele cita, como exemplo, os tratamentos contra o HIV que são oferecidos pelo Brasil na África.

“Em Guiné-Bissau [os tratamentos feitos com recursos brasileiros] correspondem à metade de todas as pessoas que são tratadas naquele país. Em outros países africanos, como São Tomé e Príncipe, os tratamentos oferecidos pelo Brasil correspondem a 100% de todas as pessoas que usam retrovirais”, destaca.

Barbosa lembra que o País faz parte, como doador, de outro importante organismo de ajuda internacional na área de saúde, a Unitaid, fundada em 2006 pelo Brasil, Chile, a França, Noruega, e o Reino Unido. Nesse organismo, o Brasil tem contribuído com cerca de US$ 12 milhões por ano.


Fonte:
Agência Brasil

 

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