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Saúde

Grandes empresas farmacêuticas vão vender vacinas a preço de custo para países pobres

por Portal Brasil publicado: 06/06/2011 16h48 última modificação: 28/07/2014 12h52

As empresas farmacêuticas GSK, Merck, Johnson & Johnson e Sanofi-Aventis, que fazem parte das grandes companhias do setor no mundo, anunciaram nesta segunda-feira (6) que farão cortes significativos no preço de venda de suas vacinas para países em desenvolvimento. As quatro empresas concordaram em vender as vacinas a preço de custo após negociações com a Aliança Global por Vacinas e Imunização (Gavi, na sigla em inglês). As informações são da BBC Brasil.

A Gavi foi criada durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, em 2000. O grupo reúne empresas e representantes do setor público de diversos países para patrocinar programas de vacinação em massa em países em desenvolvimento.

O laboratório britânico GSK (GlaxoSmithKline) se comprometeu a reduzir o preço de sua vacina contra o rotavírus em 67%. Ela passará a ser vendida para países pobres por US$ 2,50 (cerca de R$ 4). De acordo com dados de organizações não governamentais, a diarreia provocada pelo rotavírus mata mais de 500 mil crianças por ano em todo o mundo.

As vacinas serão subsidiadas pela cobrança de preços mais altos a países mais ricos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a mesma vacina custará US$ 50 (R$ 78). "O que precisamos é de um retorno para investir na nova geração de vacinas e drogas, e isso tem que vir do lucro que obtemos com remédios e vacinas", disse o diretor executivo da GSK, Andrew Witty.

"Mas é óbvio que as pessoas que estão no Quênia ou em uma favela de Malawi ou em algum lugar assim não têm capacidade de contribuir, então elas têm que ser ajudadas pela contribuição de países médios e ricos", acrescentou o diretor executivo da GSK.

A Gavi se comprometeu a financiar a introdução de vacinas contra o rotavírus em 40% dos países mais pobres do mundo até 2015, mas ainda precisa arrecadar US$ 3,7 bilhões (R$ 5,8 bilhões), além da quantia já obtida para atingir o objetivo. Por isso, a organização pediu cortes nos preços e doações para empresas farmacêuticas e governos.


Fonte:
Agência Brasil

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