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Saúde

Estudo do Ministério da Saúde aponta queda da natalidade no País

por Portal Brasil publicado: 01/11/2011 18h40 última modificação: 28/07/2014 12h49

O estudo Saúde Brasil 201, lançado anualmente pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, concluiu que o total de nascimentos no País passou de 3,2 milhões no ano 2000 para 2,8 milhões em 2009, ou seja, aproximadamente 320 mil nascimentos a menos no período de nove anos.  A publicação faz uma análise da situação de saúde dos brasileiros, e as conclusões norteiam a formulação de ações e políticas públicas de saúde. Outro ponto abordado no estudo foi que as gestantes aumentaram o número de consultas pré-natal e de cesáreas.

O estudo constatou que as mães com menos de 20 anos de idade representaram 20% do total de nascimentos. Já aquelas com mais de 30 anos representaram 26,7%. A diferença é maior se considerados os municípios de maior porte, com 500 mil habitantes ou mais: os nascimentos de mães adolescentes representaram apenas 16% do total, enquanto que os de mães com 30 anos ou mais superaram 32%

De acordo com os dados da publicação, a proporção de mães com nenhuma consulta pré-natal reduziu no País de 4,7% para 1,8%, entre 2000 e 2009. “Este aumento tem sido considerado um dos principais indicadores de acesso e qualidade da atenção à saúde da mulher e da criança”, destaca o diretor de Análise de Situação da Saúde do Ministério da Saúde e coordenador da publicação, Otaliba Libânio. As conclusões do Saúde Brasil 2010 estão sendo apresentadas e discutidas durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), que vai até a próxima quinta-feira (3), no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília (DF).

A Rede Cegonha, estratégia lançada pelo Ministério da Saúde em março deste ano, tem o objetivo de ampliar o acesso das gestantes aos serviços de saúde como também melhorar a qualidade da atenção às crianças até o segundo ano de vida do bebê. A rede também prevê uma assistência mais humanizada no Sistema Único de Saúde (SUS) e o direito ao parto natural sem o excessivo intervencionismo ou indicação médica.

Houve crescimento da proporção de mães que declararam ter realizado sete ou mais consultas durante a gestação, em todas as regiões do País. O melhor indicador está na região Sul, que passou de 65,3% para 80,5%, entre 2000 e 2009, nos municípios com mais de 500 mil habitantes. Já a menor freqüência está na região Norte, que subiu de 38,2% para 42,3% no mesmo período.

Em 2000, a proporção de nascidos vivos de mães que não realizaram nenhuma consulta de pré-natal, segundo porte de município de residência da mãe, era expressiva: em locais com menos de 100 mil habitantes, o índice era mais elevado (6,2%) que em municípios com mais de 100 mil habitantes (3,4%).

Partos

O percentual de partos cesáreas aumentou no Brasil, passando de 38% em 2000 para 50,1% em 2009. “A operação cesariana, quando adequadamente indicada, traz benefícios à gestante e ao recém-nascido. Mas, o uso indiscriminado dela pode implicar em riscos para a mãe ou a criança”, alerta Otaliba Libânio.

Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, observam-se elevadas proporções de parto cesáreo (superiores a 50%). Já nas regiões Norte e Nordeste, são marcadas as diferenças segundo porte: nos municípios de menor porte, um pouco mais de 30% dos partos são cesáreos, enquanto que nos municípios de maior porte a proporção de partos cesáreos supera 50%  Outro indicador abordado no Saúde Brasil se refere ao nascimento de crianças com baixo-peso, que passou de 7,7% em 2000 para 8,4% em 2009. Em 2009, o percentual de nascidos com baixo peso variou de 9,4% nos municípios de maior porte a 7,4% nos de menor porte, sendo esses percentuais maiores nas regiões Sul e Sudeste, independente do porte populacional.

Segundo Otaliba Libânio, o aumento do percentual de cesarianas quando relacionado ao aumento do baixo peso ao nascer e da prematuridade (principalmente, nos municípios de maior porte populacional) pode indicar um excesso de intervenções durante a atenção ao parto com procedimentos que, muitas vezes, não apresentam indicação médica e que trazem, como consequência, complicações para o recém-nascido.


Fonte:
Ministério da Saúde

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