Saúde
Uso precoce de antirretrovirais vai ajudar a reduzir o risco de transmissão do HIV
Novo consenso de tratamento visa a reduzir a progressão da doença e as infecções associadas e a diminuir a transmissão do HIV
Com a intenção de reduzir as ocorrências de infecções associadas à Aids e diminuir os riscos de transmissão do vírus, o Ministério da Saúde adota um novo Consenso Terapêutico da doença – ampliar o uso precoce de antirretrovirais
A iniciativa surgiu para reduzir o risco de infecções entre os pacientes e evitar a transmissão entre parceiros sexuais fixos em que apenas um deles é soropositivo – estes são chamados de sorodiscordantes.
O País já utilizava os tratamento com antirretroviral, mas preferiu usar o procedimento de forma precoce. A mudança diz respeito às células de defesa do organismo. Agora, o paciente poderá utilizar os medicamentos mesmo com seu sistema imunológico em bom funcionamento, a fim de reduzir riscos de infecções e contrair doenças. Os profissionais da saúde devem esclarecer aos pacientes a importância do tratamento precoce.
O investimento federal estimado para inclusão dos dois novos grupos de pacientes – tratamento precoce e casais sorodiscordantes - é de aproximadamente R$ 120 milhões ao ano.
Mudança
A principal mudança das diretrizes é a expansão do tratamento antirretroviral para todas as pessoas com contagem de linfócitos CD4 - células de defesa do organismo que indicam o funcionamento do sistema imunológico - menor ou igual que 500 células/mm3. Até a edição da mudança, o parâmetro para início do tratamento era menor ou igual que 350 células/mm3.
Pelo consenso, também há indicação de terapia antirretroviral para pacientes, cuja contagem de linfócitos está acima de 500 células/mm3 para casos específicos como coinfecção com hepatite B, doença cardiovascular ou renal atribuída ao HIV e tumores.
“As diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde servem de referência aos profissionais de saúde, que devem discutir com os pacientes diagnosticados a possibilidade de início precoce do tratamento”, esclarece o Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
Fique sabendo
O Ministério da Saúde desenvolve ações de apoio por meio do programa “Fique Sabendo”. A ação vai contar com serviços móveis onde estados e municípios vão poder utilizar os recursos destinados ao combate à Aids para a compra de trailers de atendimentos.
A testagem serve para diagnosticar as pessoas infectadas. A entrega do resultado é sigilosa. Caso a pessoa tenha o vírus, na mesma ocasião será encaminhada aos serviços de referência para o tratamento adequado.
A implementação do Fique Sabendo existe desde 2005. Com a ação houve alta nos exames realizados, chegando a atingir uma marca de 3 milhões de exames.
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Fonte:
Ministério da Saúde
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