Saúde
Programa de atendimento médico domiciliar já atende em 20 estados brasileiros
Tratamento é garantido por 229 Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar e de Apoio
No Brasil, pessoas com necessidade de reabilitação motora - idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou que estejam em situação pós-cirúrgica - contam com atendimento domiciliar humanizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento é garantido por 229 Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar e de Apoio espalhadas em 20 estados. Neste mês de novembro, o programa Melhor em Casa completa um ano e já alcança 16,2 milhões de brasileiros.
No primeiro ano de funcionamento do programa, foi constatado que os casos mais comuns atendidos pelas equipes são os de Acidente Vascular Cerebral, com 20%; seguido de casos de hipertensão, com 9,3%; e de pacientes com a doença de Alzheimer, com 5,4% dos atendimentos. Outros casos frequentes incluem pacientes com diabetes mellitus, com a doença de Parkinson, com doenças pulmonares e com fraturas de fêmur.
“O Melhor em Casa está proporcionando aos pacientes o atendimento de qualidade e em local que podem ser cuidados, ou seja, em casa, junto com a família. Assim todos se envolvem e contribuem para a recuperação da saúde do doente”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo dados preliminares, atualmente, 67,4% das pessoas atendidas pelo programa são idosos sendo que, dentro dessa porcentagem, 30% são pacientes com mais de 80 anos. As crianças menores de um ano também representam 10% dos atendimentos domiciliares.
Os pacientes que são atendidos pelas equipes do programa (53,7%) são encaminhados principalmente pelas Equipes de Saúde da Família ou estavam internados em hospital (28,9%). Esse dado mostra que o programa está articulado com a Atenção Básica, ajudando a reduzir as internações desnecessárias e as filas dos serviços de urgência e emergência.
Recursos
Mais de R$ 33,4 milhões já foram destinados aos estados e municípios que possuem equipes de Atenção Domiciliar implantadas. O ministério paga as equipes principais com o valor de R$ 34,56 mil mensais e R$ 6 mil mensais por equipe de apoio. Para que o município tenha o Melhor em Casa é necessário que o gestor local faça a adesão ao programa.
Até 2014, serão implantadas em todas as regiões do País, mil equipes de atenção domiciliar e mais 400 equipes de apoio. O Ministério da Saúde investirá R$ 1 bilhão para custear a implantação e manutenção desses serviços.
Atendimento domiciliar
O Melhor em Casa, lançado em novembro de 2011, foi inspirado em programas locais que tinham experiências bem sucedidas no âmbito do atendimento domiciliar. Por meio do programa, o atendimento é feito por equipes multidisciplinares, formadas prioritariamente por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeutas. Outros profissionais - como fonoaudiólogos, nutricionistas, odontólogos, psicólogos e farmacêutico - podem fazer parte das equipes de apoio, que têm capacidade para atender, em média, 60 pacientes, simultaneamente.
As equipes multidisciplinares atendem, de segunda a sexta-feira, 12 horas por dia, sendo que nos fins de semana e feriados podem funcionar em regime de plantão. Cada paciente deve receber, no mínimo, uma visita semanal.
O programa é executado em parceria com estados e municípios e articulado com as Redes de Atenção à Saúde - Saúde Mais Perto de Você e Saúde Toda Hora - lançadas pelo governo federal para ampliar a assistência, respectivamente, na Atenção Básica e nos casos de urgência e emergência no SUS.
As equipes atuam de maneira integrada com os serviços da Atenção Básica, Unidades com Salas de Estabilização, Upas 24h, Samu 192 e com as unidades hospitalares.
Fonte:
Ministério da Saúde
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















