Saúde
Remédios fitoterápicos recebem iniciativa regulatória
Anvisa pretende montar uma lista de fitoterápicos com eficácia e segurança comprovadas, com base nos relatos da literatura científica sobre o uso tradicional
As normas nacionais sobre remédios feitos com plantas de uso tradicional no Brasil – os fitoterápicos - foram aprovadas nessa quinta-feira (7). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) diz que os medicamentos poderão ter eficácia e segurança aprovadas com base nos relatos da literatura científica sobre o uso tradicional.
Segundo a Anvisa, mesmo tendo histórico de uso com bons resultados, algumas substâncias não conseguem se enquadrar nas exigências regulatórias brasileiras. A agência acredita que a medida vai valorizar a biodiversidade do País, aquecer a indústria dos fitoterápicos e dar às pessoas mais opções terapêuticas.
Depois da aprovação da iniciativa regulatória, o próximo passo será a publicação de uma Consulta Pública para discussão com todos os interessados no tema.
Fitoterapia
Os benefícios da fitoterapia são reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Periodicamente, o órgão divulga recomendações para incentivar os países a formularem políticas e regulamentações nacionais referentes à utilização de medicamentos tradicionais de eficácia comprovada. A OMS também recomenda a exploração das possibilidades de se incorporar os detentores de conhecimento tradicional às atividades de atenção primária em saúde, fornecendo-lhes treinamento correspondente.
Plantas Medicinais e Fitoterápicos
Lançado em 2008, o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos foi criado pelo Ministério da Saúde para garantir à população o acesso a plantas medicinais e fitoterápicos, seguros e eficazes, ampliando as opções terapêuticas e fortalecendo o complexo produtivo e o uso sustentável da biodiversidade.
Há 12 fitoterápicos ofertados no SUS, com financiamento de municípios, estados e da União, são industrializados e têm registro na Anvisa, portanto, com eficácia e segurança comprovadas. O Ministério da Saúde orienta o uso desses produtos apenas na atenção básica.
Fontes:
Anvisa
Com informações da Agencia Brasil
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