Saúde
Rio de Janeiro tem mais dois hospitais habilitados a realizar transplantes
Com as novas habilitações, estado passa a contar com 20 hospitais credenciados para oferta de transplantes renais e hepáticos
Os hospitais São Francisco de Assis e o Estadual da Criança, ambos no Rio de Janeiro, serão habilitados para realização de transplantes renais e hepáticos. O anuncio foi feito nessa quinta-feira (21) pelo Ministério da Saúde. Com a habilitação dos dois hospitais, o estado do Rio de Janeiro passará a contar com 20 hospitais credenciados para a oferta desses tipos transplantes.
O Hospital São Francisco de Assis tem capacidade para fazer - anualmente - até 200 transplantes de rim e 100 de fígado. E o Hospital Estadual da Criança poderá ser habilitado a realizar transplante de medula óssea, além de rim e fígado.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha “é muito importante termos mais serviços credenciados para atender a população. Assim, os transplantes de fígado e de rim devem ser normalizados”, afirma. O ministro disse, ainda, que, a partir de abril, o Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, voltará a realizar transplantes de rim e fígado, suspensos devido à falta de médicos.
O Ministério da Saúde tem tomado medidas emergenciais para recompor as equipes transplantadoras do Hospital Federal de Bonsucesso.
Atendimento
Em 2012, o estado do Rio de Janeiro realizou 992 transplantes, 34% a mais do que em 2011. No ano passado, foram feitos no estado 350 transplantes de rim, um crescimento de 44% em relação a 2011 (243 cirurgias). Também houve aumento no número de transplantes de fígado. O estado realizou 146 procedimentos em 2012, 80% a mais que em 2011 (81 cirurgias).
O valor repassado ao estado em 2012 para transplantes foi de R$ 35,2 milhões, sendo R$ 11,8 para transplantes renais e R$ 9,5 milhões para transplantes hepáticos.
Cirurgia
- Aumenta o número de transplantes realizadas pelo SUS no Norte e no Nordeste
- Cirurgia de fígado deve ser feita no prazo de 12 a 18 horas
- Governo publica portarias que estimulam transplantes de órgãos e medula
- Dois medicamentos contra rejeição aos transplantes serão fabricados no Brasil
- Número de transplantes cresce 12,7% no primeiro semestre do ano
O prazo máximo para que a cirurgia seja feita após a retirada do órgão varia de acordo com cada tecido. A cirurgia de coração e fígado é a mais urgente e deve ser feita no prazo de 4 a 6 horas. Depois vem a do fígado, 12 a 18 horas, e rins, 24 a 36 horas. A córnea pode ser transplantada em até 14 dias. Tal facilidade fez com que o Brasil registrasse, no primeiro semestre de 2009, 6.151 transplantes desse tipo. A cirurgia de córnea também é mais fácil porque pode ser realizada em ambulatórios, sem necessidade da internação do paciente.
Apesar do crescimento do número de transplantes no Brasil, a lista de espera por órgãos e tecidos ainda é grande, com aproximadamente 60 mil pessoas. Mais da metade desses pacientes esperam para receber um rim.
A autorização para doação de órgão é dada pela família do falecido. O transplante ocorre a partir da constatação da morte cerebral. Em casos como o de medula óssea, rim, fígado e pâncreas, a doação pode ser realizada ainda em vida, em caso de parentesco até 4º grau, ou com autorização judicial para não familiares.
Fonte:
Ministério da Saúde
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