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Saúde

Testes gratuitos para diagnóstico de sífilis podem ser realizados em todo o País

por Portal Brasil publicado: 02/04/2013 12h41 última modificação: 29/07/2014 09h21
Divulgação / Ministério da Saúde O teste é de triagem, em caso de dar positivo, o paciente precisa realizar exames complementares em laboratório

O teste é de triagem, em caso de dar positivo, o paciente precisa realizar exames complementares em laboratório

Os testes podem ser feitos nas unidades básicas de Saúde, nos centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) ou nos ambulatórios dos municípios

Com o objetivo de eliminar a sífilis (doença sexualmente transmissível) e promover o diagnóstico precoce da doença, durante toda esta semana acontece a campanha de Mobilização Nacional de Prevenção e Testagem de Sífilis. A campanha começou nessa segunda-feira (1º) e vai até domingo (7) em todo o País.

Diferentemente do exame de HIV, o teste é de triagem, o que significa que, em caso de dar positivo, o paciente precisa realizar exames complementares em laboratório. Até agora, dos 26 estados, 20 solicitaram ao Ministério da Saúde 128.740 testes rápidos para sífilis.

Os testes podem ser feitos nas unidades básicas de Saúde, nos centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) ou nos ambulatórios de suas cidades, além de postos montados em locais de grande movimentação de pessoas como praças e feiras.

Por meio do Programa Fique Sabendo (mobilização de incentivo ao teste de Aids), a população terá acesso ao teste rápido de sífilis durante toda a semana. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2011, foram registrados 14 mil casos de sífilis.

 

Dados

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2011 foram distribuídos a estados e municípios, 31.500 testes para o diagnóstico da doença. Em 2012, o número cresceu 35 vezes, foi para 1,1 milhão de exames.

Em 2011 e 2012, foram capacitados 1.031 profissionais em todo o Brasil para atuar no atendimento às pessoas nos testes rápidos do exame de sífilis. Eles estão capacitando nos estados mais profissionais de saúde para ajudar na aplicação dos testes.

 

Sífilis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Podem se manifestar em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença.

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto (independentemente de exames anteriores). O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental.

 

Transmissão

A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se contra a sífilis.

 

Sintomas

Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado.

A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.

Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte.

 

 


Fontes:
Ministério da Saúde
Fique sabendo
com informações da Agência Brasil

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