Saúde
Campanha de vacinação contra gripe vai até a sexta-feira (10)
Estados e municípios que não atingiram a meta devem reforçar as ações para garantir a cobertura mínima de 80% a todos os grupos
A vacina contra a gripe será ofertada até esta sexta-feira (10). Quem pertence ao grupo prioritário (gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, mulheres até 45 dias após o parto, indígenas, crianças de seis meses e menores de dois anos, profissionais de saúde, além dos doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade) deve procurar os postos da rede pública em todo o Brasil.
Até as 15h da última segunda-feira (6), mais de 25,8 milhões de integrantes do grupo prioritário foram vacinados, o que representa 82,4% da meta do público-alvo, formado por 31,3 milhões de pessoas. Deste total, ainda não se vacinaram 5,5 milhões. De acordo com o Ministério da Saúde, os estados e municípios que não atingiram a meta devem reforçar as ações para garantir a cobertura mínima de 80% a todos os grupos.
“A vacina demora até 15 dias para produzir anticorpos protetores contra a influenza, portanto quanto mais cedo for vacinado, mais rápido estará protegido”, destaca a coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.
Balanço
Os dados fornecidos pelas secretarias de Saúde municipais e estaduais revelam que a região Sul já superou a meta de cobertura, tendo vacinado, até agora, 3,9 milhões, o que representa 82,8% do público alvo. Neste cálculo estão excluídas as doses aplicadas em doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade.
A região Sudeste atingiu a segunda maior adesão, com 9,2 milhões de pessoas, ou 66,5% do público-alvo. A região Centro-Oeste, por sua vez, vacinou 1,4 milhão de pessoas, o que representa 65,6% do total. No Norte, foram imunizadas mais de 1,5 milhão de pessoas, correspondente a 65,3% do total. E, na região Nordeste, 63,9% do público-alvo, ou seja, mais de 5,4 milhões de pessoas.
Eficácia
A vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Entre os idosos, o risco de pneumonia pode ser reduzido em aproximadamente 60%, e o risco global de hospitalização e morte em cerca de 50% a 68%, respectivamente.
A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.
Prevenção
Além da vacina, outras medidas simples de higiene pessoal são fundamentais para evitar a contaminação por gripe, como higienizar as mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar; após usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz); usar lenço descartável; proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar; evitar sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até cinco dias após o início dos sintomas); e evitar aglomerações e ambientes fechados.
É importante, ainda, que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar para eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias e que a população mantenha hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.
Gripe Influenza
A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. É de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém contaminadas por secreções respiratórias podem levar o agente infeccioso direto à boca, aos olhos e ao nariz.
Os sintomas são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores, com congestão nasal, tosse, rouquidão, febre variável, mal-estar, dores musculares e dores de cabeça. A maioria das pessoas infectadas se recupera dentro de uma a duas semanas sem a necessidade de tratamento médico. No entanto, nas crianças muito pequenas, idosos e portadores de quadros clínicos especiais, a infecção pode levar à formas clinicamente graves, pneumonia e morte.
Os casos graves da doença evoluem para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) levando até mesmo ao óbito. Essas complicações são bem mais comuns entre menores de dois anos, idosos, gestantes e pessoas com história de patologias crônicas, podendo elevar as taxas de mortalidade nestes grupos específicos.
Fonte:
Ministério da Saúde
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