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Saúde

Saúde amplia acesso a exames do pré-natal e testes rápidos de gravidez

Saúde da mulher

Atualmente, são ofertados 23 exames do componente pré-natal, sendo 14 integrantes da Rede cegonha
por Portal Brasil publicado: 23/09/2013 17h34 última modificação: 29/07/2014 09h18
Divulgação/Fiocruz Todos os estados brasileiros já aderiram à Rede Cegonha

Todos os estados brasileiros já aderiram à Rede Cegonha

Cerca de 274 mil gestantes deverão ser beneficiadas com a ampliação da oferta de exames do pré-natal e de testes rápidos de gravidez. Para isso, o Ministério da Saúde está repassando, a partir desta segunda-feira (23), R$ 15,6 milhões a 300 municípios de 18 estados brasileiros, sendo R$ 15,3 milhões destinados aos exames do pré-natal e R$ 300 mil para a realização de mais de 523 mil testes rápidos de gravidez.

O teste rápido de gravidez foi inserido no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Rede Cegonha, assim como os testes rápidos de sífilis e HIV. Atualmente, são ofertados 23 exames do componente pré-natal, sendo 14 integrantes do programa.

 

A coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, destaca as vantagens do teste rápido. “Ele apresenta o resultado cerca de cinco minutos após a coleta da urina, já o tradicional demora de um a cinco dias para a entrega do resultado”, explica a coordenadora.

Segundo ela, o teste rápido também é importante para as adolescentes que procuram as unidades de saúde. “É uma oportunidade para que a equipe de saúde converse e oriente estas adolescentes”, observa. “Caso o resultado do teste seja negativo, a equipe deverá encaminhar a paciente ao planejamento reprodutivo e reforçar a orientação sobre o uso de métodos contraceptivos”, acrescenta Esther.

“Estas medidas buscam garantir acolhimento e captação precoce da gestante, além de ampliar o acesso aos serviços de saúde e melhorar a qualidade do pré-natal”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele ressalta que o diagnóstico rápido permite à mulher iniciar o pré-natal, assim que a gravidez seja confirmada.

Estes serviços estão garantidos pela estratégia Rede Cegonha, lançada no ano passado. Todos os estados já aderiram à estratégia, que consiste em uma rede de cuidados com o objetivo de assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo, bem como atenção humanizada durante a gravidez, o parto e após o nascimento do bebê. A rede também prevê que as crianças tenham o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Dentre as ações previstas do componente pré-natal, está o acolhimento às intercorrências na gestação; acesso ao pré-natal de alto de risco; realização dos exames de pré-natal de risco habitual e de alto risco; acesso rápido aos resultados; vinculação da gestante - desde o pré-natal - ao local em que será realizado o parto; implementação de ações relacionados à saúde sexual e reprodutiva; além de prevenção e tratamento das DST/HIV/Aids e Hepatites.

As grávidas também recebem auxílio para o deslocamento até o local das consultas de pré-natal, e para se deslocarem até a maternidade, quando forem dar à luz. A Rede Cegonha prevê ainda a qualificação dos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento às mulheres durante a gravidez, parto e puerpério.

Outra inovação da Rede Cegonha é o direito a acompanhante de livre escolha da mulher durante todo o trabalho de parto. O ambiente em que a mulher dará à luz deve ser adequado para oferecer privacidade e conforto para ela e seu acompanhante. Ela tem acesso a métodos de alívio da dor e a possibilidade de ficar em contato pele a pele com seu bebê imediatamente após o nascimento. O pai é incentivado a participar do momento do nascimento do seu filho, estimulando a formação de vínculos. O programa também garante que sempre haja um leito disponível para a mãe e o recém-nascido nas unidades de saúde, evitando a peregrinação das mulheres e recém-nascidos nos vários serviços.

Confira as duas portarias publicadas nesta segunda-feira (23).

Fonte:

Ministério da Saúde

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