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Saúde

Pesquisa mostrará como os brasileiros adquirem e utilizam os medicamentos

Assistência Farmacêutica

Entrevistadores ouvirão 38,4 mil pessoas sobre temas como acesso aos produtos no SUS, uso racional de medicamentos e automedicação
por Portal Brasil publicado: 23/09/2013 15h29 última modificação: 29/07/2014 09h18

Começou nesta segunda-feira (23) a coleta de dados da Pesquisa Nacional de Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM), do Ministério da Saúde. A pesquisa, iniciada em Recife (PE), ouvirá 38,4 mil pessoas de 245 municípios brasileiros sobre temas como o uso de remédios, acesso aos produtos no Sistema Único de Saúde (SUS), uso racional de medicamentos e a automedicação.

O público entrevistado será dividido por gênero, escolaridade e em sete faixas etárias - de crianças a idosos. As informações serão transmitidas em tempo real por meio dos tablets que serão utilizados pelos 140 entrevistadores. A previsão é que os dados do inquérito estejam finalizados no início de 2014.

Entre outras questões, o estudo vai revelar como ocorre o acesso a esses produtos no SUS, pelo programa Farmácia Popular e pelas drogarias privadas; se as pessoas seguem as prescrições médicas e se persistem no tratamento com medicamentos; se há variação no acesso aos remédios de acordo com condições sociais, econômicas e demográficas; e a avaliação dos serviços de assistência farmacêutica na Atenção Básica e uso racional de medicamentos da população.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, os resultados do inquérito vão possibilitar conhecer os hábitos da população e incentivar o uso racional de medicamentos. Só nos últimos cinco anos, houve quase 60 mil internações por intoxicação medicamentosa. “A pesquisa vai oferecer um diagnóstico sobre a relação da população com o remédio e mostrar o que ainda podemos melhorar. Já aumentamos a oferta de remédios e o orçamento para a compra de medicamentos subiu quase seis vezes nos últimos dez anos”, afirmou.

Após o levantamento de campo, os dados serão analisados por professores-pesquisadores de 12 instituições parceiras do Ministério da Saúde: Universidades Federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Minas Gerais (UFMG), do Ceará (UFC), de Brasília (UnB), de Santa Catarina (UFSC), da Bahia (UFBA), de São Paulo (Unifesp), de Pelotas (UFPel), além da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A coordenação dos trabalhos será de responsabilidade da UFRGS e da UFMG.

A pesquisa, que contará com um investimento de R$ 9,4 milhões, está dividida em duas etapas. A primeira, que começou hoje (23), será realizada nos domicílios dos 26 estados e no Distrito Federal. Os entrevistadores, identificados com crachás e com a carta de apresentação do Ministério da Saúde, vão questionar sobre os hábitos e, inclusive, verificar quais os medicamentos que a população possui em casa.

O questionário será respondido em um tablet e, em caso de haver conexão 3G no município, será transmitido em tempo real para o instituto de pesquisa. Quando esse tipo de conexão não estiver disponível, o entrevistador enviará os dados assim que tiver acesso à internet.

A segunda parte da PNAUM será a aplicação de questionário nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos locais de entrega dos medicamentos nesses serviços. Nesta etapa, secretários de saúde, coordenadores municipais da assistência farmacêutica, responsáveis pela distribuição de medicamentos nas farmácias ligadas ao SUS, médicos e usuários também serão entrevistados. O enfoque será o funcionamento dos serviços de assistência farmacêutica.

Fonte:
Ministério da Saúde

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