Saúde
Reprodução assistida no Brasil atinge boas taxas de fertilização
Fertilização no Brasil
As boas taxas de fertilização no Brasil mostraram que os serviços de reprodução assistida do País são eficazes e atingem padrão internacional. Dados do 6º relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), da Anvisa, apontou que a média nacional em 2012 foi de 73% de sucesso, dentro dos padrões de qualidade sugeridos na literatura internacional, que variam entre 65% a 75%.
O relatório revela que o número de embriões congelados no Brasil em 2012 foi de 32.181. Em todo o Brasil, existem 91 Bancos de Células e Tecidos Germinativos, mais conhecidos com clínicas de Reprodução Humana Assistida. Segundo os dados, a maior parte dos embriões congelados está no estado de São Paulo, que reúne 42,2% de todos os congelamentos no País. Em seguida vêm os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará.
Em relação à doação para pesquisa de células-tronco, em 2012 foram doados 315 embriões. As doações vieram de São Paulo (281), Rio de Janeiro (25), Minas Gerais (5) e Goiás (4). O relatório revela ainda que, desde a publicação da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), 3.900 embriões foram destinados para pesquisa no Brasil.
As clínicas brasileiras também estão bem posicionadas no critério Taxa de Clivagem, que é a divisão que dá origem ao embrião. Em 2012, a taxa nacional ficou em 93%, bem acima dos 80% recomendados pela literatura.
Em 2012, os serviços de reprodução assistida produziram 93.320 embriões em estágio de divisão celular e realizaram 21.074 ciclos de fertilização in vitro, com um total de 34.964 embriões transferidos para o útero das mulheres. Por serem considerados inviáveis, 25.984 embriões foram descartados.
Lei de Biossegurança
A Lei n. 11105/2005 (Lei de Biossegurança) autorizou a utilização de células-tronco embrionárias para fins de pesquisa e terapia. Este dispositivo legal estipula algumas condições que determinam a disponibilidade de uso desses embriões, que são:
1 . Embriões que foram congelados até 28/03/2005 e que completaram 3 anos de congelamento;
2 . Embriões inviáveis. De acordo com o Decreto nº 5591/2005, os embriões inviáveis são aqueles com alterações genéticas comprovadas por diagnóstico genético, que tiveram seu desenvolvimento interrompido por ausência de clivagem (divisão) em período superior a 24h a partir da fertilização in vitro ou com alterações morfológicas que comprometam seu pleno desenvolvimento.
Desta forma, os embriões não classificados como inviáveis e congelados após março de 2005 não podem ser doados para pesquisas com células-tronco embrionárias.
Reprodução Humana Assistida
A Política Nacional de Atenção Integral em Reprodução Humana Assistida prevê o apoio do Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da infertilidade, problema vivido por 8% a 15% dos casais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Esse serviço normalmente é oferecido em hospitais universitários e também em hospitais conveniados ao SUS. O Ministério da Saúde coordena as políticas de assistência à população e define suas diretrizes, mas são as secretarias estaduais e municipais os órgãos responsáveis por sua execução.
Fonte:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Com informações do Blog da Saúde
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