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Saúde

Brasil apresenta êxitos na introdução da vacina injetável contra pólio

Intercâmbio de experiência

Experiência foi apresentada durante a World Health Summit 2013, na Alemanha
por Portal Brasil publicado: 22/10/2013 15h35 última modificação: 29/07/2014 09h18
Divulgação/Ministério da Saúde Durante reunião da Cúpula Mundial de Saúde, secretário Jarbas Barbosa explicou vantagens e fases da implantação do novo método no SUS

Durante reunião da Cúpula Mundial de Saúde, secretário Jarbas Barbosa explicou vantagens e fases da implantação do novo método no SUS

O Brasil é reconhecido internacionalmente pela Iniciativa Global de Erradicação da Pólio (GPEI), como pioneiro na implementação de estratégias de erradicação da poliomielite. Uma dessas experiências, que tem feito o país emergir como um dos líderes em saúde e desenvolvimento, foi apresentada durante a World Health Summit 2013, no último domingo (20), em Berlim.

Trata-se da substituição gradual da vacina contra pólio, da forma oral para a injetável. O Brasil é um dos únicos países da América Latina – ao lado da Argentina e Uruguai – que já iniciou a alteração. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que a nova forma de imunização seja utilizada de forma exclusiva quando a doença for erradicada em todo o mundo.

A diferença básica entre as duas vacinas é que a oral é produzida com vírus vivos atenuados e a injetável, com vírus inativados. Com a mudança, o pequeno risco de eventos adversos raros, como casos de paralisia associada à vacina, deixa de existir. “Para um país que eliminou a pólio há 24 anos, uma ameaça muito pequena passa a ser inaceitável. Por isso a decisão de substituição da vacina foi tomada”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

A inovação está sendo introduzida de forma gradual, desde agosto de 2012, no Sistema Único de Saúde (SUS).  Até que a doença seja erradicada em todo o mundo, a utilização da vacina injetável (VIP) acontecerá em esquema combinado com a oral (VOP). Nas duas primeiras doses, aos dois e quatro meses de idade, a criança recebe a VIP. Na terceira dose, aos seis meses, e no reforço, aos quinze meses de idade, recebe a VOP. Assim, se reduz drasticamente o risco da ocorrência de efeitos adversos, sem se perder a vantagem da utilização da vacina oral. ”A vacina injetável é mais segura exatamente no período em que a criança poderia apresentar algum risco de evento adverso por causa da vacina oral”, enfatizou o secretário.

Em relação às lições aprendidas, ele ressaltou, contudo, que a imunização pela via oral ainda será muito importante para a eliminação da doença, pela facilidade de administração. Segundo Barbosa, graças à VOP foi possível produzir alta imunidade coletiva, que é muito efetiva para proteger crianças residentes em áreas muito pobres, com dificuldade de acesso aos serviços de saúde e com precárias condições sanitárias.

World Health Summit 2013

A Cúpula Mundial de Saúde é uma conferência anual que reúne pesquisadores, médicos, autoridades de governos, representantes da indústria, organizações não governamentais e sistemas de saúde de todo o mundo. A ideia é unir esforços para resolver os problemas mais urgentes de saúde. Outras informações sobre o evento estão disponíveis no site. 

Fonte:

Ministério da Saúde

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